Mais uma etapa do projeto de ressocialização desenvolvido pela Secretaria da Criança em parceria com a Fundação Zoológico de Brasília está sendo realizada desde o início de junho. É o projeto “Zoo- Ressocializando” que já está em sua 7ª Edição, o que demonstra a importância de parceiras que visam à ressocialização dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
Na abertura desta Edicão, pudemos constatar que os adolescentes, durante a visita monitorada, gostam muito e interegem com os técnicos participando de várias atividades. Eles visitaram os animais e conheceram os bastidores do Zoológico, a partir de locais onde somente os tratadores têm acesso. Eles virão como é a rotina dos elefantes, girafas, capivaras, o borboletário, macacos e hipopótamos.
Nessa turma foram encaminhados para cumprimento da medida 12 socioeducandos que vieram das Unidades de Atendimento em Meio Aberto (Uama) do Recanto das Emas, Taguatinga e Guará.
A Uama-Guará é a responsável pela coordenação do projeto, juntamente com o biólogo do zoológico, José Vieira. Os trabalhos desta turma terão duração de dois meses e incluirão a revitalização da Biblioteca do zoológico.
Sobre o projeto Zoo-Ressocializando
O projeto é uma parceria da Secretaria da Criança com a Fundação Zoológico de Brasília, iniciada em 2012, para promover a ressocialização de adolescentes sentenciados na medida socioeducativa de Prestação de Serviços à Comunidade-PSC. É a primeira vez que um Jardim Zoológico da Região Centro-Oeste do País se dedica a projetos de inclusão social e ressocialização de menores em conflito com a lei com base na Lei nº 9.795/1999 (Lei da Educação Ambiental).
A cada edição são aceitos somente dez adolescentes. “O trabalho envolvente e atrativo é sucesso absoluto. Vimos muitas transformações ocorrerem entre esses adolescentes que passaram por aqui. Eles conseguiram reter muita informação em pouquíssimo tempo. Eles absorveram a força dos animais e a energia da natureza para renovar a vida”, salienta José Vieira o coordenador do projeto.
Todos os servidores das três superintendências da Fundação Jardim Zoológico de Brasília se envolveram no projeto e cuidam com carinho dos aprendizes. Os adolescentes, segundo Vieira, aprendem, dentre outras tarefas, a cuidar dos animais, a preparar ração, a limpar as jaulas, a atender a escolas que levam estudantes para visitar o zoológico. Eles recebem conhecimentos de biologia, ecologia, informática, marcenaria e produzem brinquedos.
A proposta do projeto é promover, entre os adolescentes em conflito com a lei, uma leitura diferenciada da sua condição pessoal. Durante os encontros, eles têm a oportunidade de repensar seus atos e de elevar a autoestima ao realizar tarefas de forma gratuita e ao cumprir a determinação judicial na FJZB.
O projeto atende a dez adolescentes na faixa etária entre 16 a 20 anos a cada edição, distribuídos em dois grupos, um matutino e outro vespertino. O período corresponde a dois meses com jornada máxima de até oito horas semanais. Os objetivos consistem em: despertar o interesse pelo trabalho e favorecer a formação profissional por intermédio da realização de atividades laborativas, além de prevenir a reincidência de atos infracionais. Visa também a desenvolver uma consciência cidadã e a ampliar a noção de convivência e valores perante a comunidade em que vive.
As atividades desenvolvidas pelos adolescentes são: limpeza e reforma do recinto, enriquecimento ambiental e condicionamento de animais, interação com os funcionários e seus respectivos trabalhos, visita aos setores e galerias de animais, oficinas no Laboratório de Taxidermia e na casa de criação, visita ao borboletário e serpentário, participação de palestras sobre museologia, manejos de mamíferos e aves, prevenção de acidentes em campo e realização de uma trilha ecológica no santuário do Zoo. A FJZB vem atuando para que sua missão seja concretizada por meio de projetos e ações voltadas à inclusão social, ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável, além de ampliar a responsabilidade socioambiental junto à comunidade.