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Brasília

Projeto prevê revisão do uso do solo, tratamento das fachadas e do passeio público na W3 Sul

Arquivo Geral

11/03/2011 7h24

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Antes considerada o centro do comércio da cidade, aos poucos a Avenida W3 perdeu seu posto. Atualmente, pedestres lutam para desviar dos buracos na calçada e das invasões de peças publicitárias, comércio e obras. Aqueles que utilizam veículo próprio, suam na busca de uma vaga de estacionamento. Os comerciantes são os que mais sofrem com a degradação do espaço, pois a cada dia perdem seus clientes para shoppings e lojas em entrequadras. Além de tudo isso, ainda está o aumento da criminalidade no local registrado pelos comerciantes mais antigos, que culpam a pouca manutenção e iluminação dos quase 14 quilômetros da única avenida comercial do Plano Piloto. O projeto de revitalização da Avenida W3 é mais uma das medidas incorporadas ao Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e tema de mais uma matéria da série de reportagens sobre o plano.

 

Segundo a assessora especial da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab), Rejane Jung, o principal foco para a revitalização do local está na revisão do uso do solo, além do tratamento das fachadas e do passeio público. “É um tratamento de acessibilidade universal. Um ponto importante é que nessa área da W3 não está previsto o uso institucional e a prestação de serviços, somente o comércio. A lei já está um pouco obsoleta e precisa ser rediscutida”, afirma Rejane. Dentro da proposta ainda existem medidas para as entrequadras da W3. Para aquelas que não são ocupadas por equipamentos públicos, como é previsto na concepção urbanística, será considerada uma revisão do uso do solo. Está prevista também a readequação dos lotes para a criação de estacionamentos em subsolo e estabelecimento de uma conexão com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

 

“O VLT é um elemento importante para a revitalização daquela área. Isso porque no mundo inteiro ele é utilizado como elemento de revitalização dos espaços deteriorados nas cidades. É amigável ao pedestre, existe facilidade ao trânsito, não polui, não faz barulho. É uma série de itens positivos a uma área que está em degradação”, analisa Rejane. Outros pontos do projeto são a remodelação da Avenida W2, com ampliação da calçada de fundo, adequação das edificações e reordenamento dos estacionamentos.

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (11) do Jornal de Brasília

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