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Brasília

Projeto de transporte compartilhado é discutido na UnB

Arquivo Geral

24/07/2012 7h08

Da Redação,
com Agência UnB
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Um grupo de estudantes da Comunicação, da Educação e das engenharias Civil e Florestal da Universidade de Brasília (UnB) decidiu unir esforços em torno de um ideal comum: promover a carona solidária, prática por meio da qual o transporte é compartilhado rumo à instituição de ensino e a partir dela. Os estudantes têm dificuldades de locomoção tanto dentro da própria UnB, como para chegar ou deixar o campus.

 

 

Os alunos se reuniram  com o professor do Programa de Pós-Graduação em Transportes Pastor Willy Gonzales para, apoiados pelo Núcleo da Agenda Ambiental (NAA) da UnB, construir um projeto institucional único de carona solidária para a comunidade universitária. A ideia do grupo é criar uma página na internet para reunir interessados em oferecer lugar no veículo àqueles que precisam de carona.

 

 

Para aumentar a confiança da comunidade na iniciativa, questões de segurança e controle serão sanadas por meio de cadastro com e-mail e matrícula, além de estabelecer um acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) para verificação das condições de carros e motoristas. O intuito é finalizar detalhes do projeto e apresentá-lo para a reitoria até a semana que vem.

 

Pesquisa de estudantes da Engenharia Florestal mostra que, atualmente, entre 10% e 15% dos estudantes dão carona de forma intermitente na Universidade de Brasília. E a grande maioria  dos entrevistados (85%) demonstraram forte interesse em aderir a um programa amparado pela UnB. Alunos da universidade já criaram um grupo no Facebook para esse fim: o Carona UnB/L2 Norte ou Rodô. O espaço na rede social já conta com a adesão de 586 membros.

 

 “Sem qualquer divulgação, conseguiram juntar um número significativo de pessoas”, obervou Ana Carolina Loyola, estudante de Engenharia Civil interessada em contribuir com a proposta.

 

 

É com o interesse demonstrado por centenas de estudantes que a equipe do NAA conta. “A vontade da comunidade é grande, como se percebe pelos vários projetos que funcionam atualmente, mesmo sem nenhum apoio. A adesão plena depende apenas de segurança e fortalecimento da tradição“, disse o professor Pastor Willy Gonzales, coordenador do projeto.

 

 

A universidade tem tradição nessa prática. Pontos de carona quase tão antigos quanto a própria instituição devem passar por uma revitalização para serem usados novamente como referência; carteirinhas e adesivos serão utilizados para identificar veículos participantes.

 

Além de apostar na cultura da comunidade, o grupo pretende ainda oferecer vantagens para incentivar a participação na rede solidária: a ideia é proporcionar recompensas simbólicas para aqueles que se tornarem assíduos na prática da carona solidária.

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