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Brasília

Projeto de lei prevê uso de câmeras corporais por presos do semiaberto e durante o saidão

De autoria do deputado Hermeto, projeto pretende monitorar detentos durante saída das unidades prisionais com intuito de evitar reincidência

Suzano Almeida

12/08/2024 15h19

Foto: Banco de imagens

A Câmara Legislativa estuda a criação de uma lei que obrigue presos do regime semiaberto e beneficiados pela saída temporária — o popular saidão — a usarem câmeras corporais durante sua ausência do sistema penitenciário. O Projeto de Lei é do deputado Hermeto (MDB) e se encontra em debate na Comissão de Segurança (CS).

De acordo com a proposta, o intuito é que as atividades dos presos sejam monitoradas fora das unidades prisionais, assim como preservar os mesmos e a sociedade, visto que é recorrente que os detentos, ao deixarem a prisão, mesmo temporariamente, acabam cometendo novos crimes.

As câmeras terão o mesmo padrão utilizado pelas forças de segurança, em especial, nos uniformes da Polícia Militar — ainda não instaladas. A aquisição e instalação serão de responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). As gravações deverão ser armazenadas por prazo mínimo de 90 dias, podendo ser usadas como provas para processos administrativos e judiciais. O uso será obrigatório durante todo o período em que o detento estiver ausente. Caso não use a câmera ou faça o mau uso do equipamento, o preso será advertido com uma falta disciplinar grave.

De acordo com a justificativa do Projeto de Lei 1.173/2024, além da prevenção contra possíveis reincidências, durante o período de ausência, as imagens poderão ser usadas para a progressão de pena, caso seja do entendimento do judiciário.

Hermeto afirma, ainda, na proposta, que, apesar dos custos, a instalação das câmeras pode melhorar o combate à criminalidade.

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