A Associação Brasiliense de Ações Humanitárias (ABA), responsável pelo projeto “Cão-Guia de Cegos” esteve na Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social (PJFeis) do Ministério Público do DF para relatar as dificuldades pelas quais tem passado.
A maior preocupação da associação é quanto ao pedido de cessão formulado pelo gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República de um dos treinadores do projeto, que pode colocar em risco o treinamento específico de 12 filhotes que encontram-se em fase de socialização.
“A Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social, ao fiscalizar uma entidade, tem como objetivo fazer com que a sua finalidade social seja efetivamente alcançada. O trabalho desenvolvido pelo projeto “Cão-guia para Cegos” é fundamental e o que se pretende é formar de 25 a 30 cães-guia, capacidade máxima da entidade”, disse a promotora de Justiça Cátia Vergara.
Treinamento
Desde 2001, a ABA se dedica à seleção de cães para reprodução, treinamento, manutenção e distribuição aos deficientes visuais. O treinamento do animal dura, em média, dois anos e o investimento é de aproximadamente R$ 28 mil.
O Centro de Treinamento fica perto da Academia do Corpo de Bombeiros. No momento, a ONG conta com 12 filhotes em socialização. Mais informações podem ser acessadas no site: www.projetocaoguia.com.br.