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Brasília

Projeções extras em quadras comerciais são irregulares e ferem o gabarito

Arquivo Geral

03/07/2012 7h08

Da redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

“Esticadinhos! Não deveria haver nenhum. Deveriam ser derrubados, todos”, afirma o superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal. Na edição de ontem, o Jornal de Brasília mostrou que projeções extras em áreas comerciais de Brasília continuam firmes, fortes e se espalhando por todos os lados.

 

   Segundo Gastal, o poder público deveria agir de maneira concreta para conter o avanço destas projeções na área tombada de Brasília. Na condição de manutenção do título de  Patrimônio Cultural da Humanidade, o superintendente considera que todas as violações às escalas urbanísticas projetadas por Lucio Costa nos tempos da fundação deveriam ser contidas e, se possível, revertidas.
    

  “Nesses últimos dias mesmo, soubemos que um bloco havia colocado grades para fechar os pilotis. Mandamos tirar”, emendou. Na análise de Gastal, o problema é mais crítico nas quadras 700 da Asa Norte. Cada quadra possui normas de gabarito (definições e parâmetros para ocupação e construção) próprias.   A princípio, na 709 e 712,  a região deveria apresentar prédios com dois pavimentos e oito metros de altura. Qualquer centímetro acima seria permitido apenas para as caixas d’água.

 

No entanto, prédios com três pavimentos são encontrados facilmente na vizinhança. Para Gastal, o descontrole crônico para com os esticadinhos é reflexo de um problema maior: a falta de estrutura e pessoal da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). De acordo com o superintendente, a Agefis está sem  os recursos necessários para dar conta do volume de irregularidades e desvios que tentam tomar Brasília todos os dias.

 

   A preocupação com as escalas urbanísticas da capital brasileira ganhou novo tom recentemente quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) manteve o título de Patrimônio da Humanidade para Brasília, mas com sérias recomendações a serem cumpridas até 2013.

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