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Brasília

Professores fazem nova assembleia no dia 22

Arquivo Geral

22/05/2012 14h27

 

Os professores da Universidade de Brasília farão assembleia nesta terça-feira, 22 de de maio, para avaliar o primeiro dia de greve, analisar as negociações com o Governo Federal e definir estratégias do movimento grevista, que se soma ao de quase 40 universidades federais. A reunião será às 16h no anfiteatro 17 do Instituto Central de Ciências, o Minhocão.

 

A categoria reivindica a reestruturação do plano de carreira, com 13 níveis, e aumento salarial de 5% em cada categoria. A proposta, que será discutida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) com o Ministério do Planejamento, em reunião marcada para o próximo dia 28, representa nova etapa de negociação com o Governo Federal. Medida Provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff e publicada na última semana concedeu reajuste de 4% para os professores das universidades federais.  

 

No primeiro dia de paralisação na Universidade de Brasília, alguns professores deram aulas normalmente, outros reuniram os alunos para informar que adeririam à greve e houve aqueles que não compareceram ao campus e optaram por informar os estudantes por meio da direção da unidade acadêmica ou de meios eletrônicos. “Vim receber trabalhos já agendados dos meus alunos e avisar que vou aderir à greve”, disse Carlos Alberto Torres, professor da Administração, lembrando que votou contra a paralisação na reunião da ADUnB da última sexta-feira. “Apesar de não ser favorável, respeitarei o que a assembleia decidiu”, justificou.

 

Favorável à greve, Antônio Sebben, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Ciências Biológicas, também esteve no campus nesta segunda-feira. “Vou parar. Não furo greve. As negociações não estão avançando”, disse. 

 

Estudantes se dividiram nas opiniões. “A maioria não quer parar, mas também não quer ir contra a decisão da maioria”, afirmou Andréia Ribeiro, aluna da Administração. “O que eles estão pedindo é bem razoável. Desde  agosto do ano passado que essa questão não se resolve. Eu apoio a greve”, afirmou a estudante do 7º semestre de Biologia Carolina del Lama.

 

No final da tarde, diretores de institutos e faculdades avaliaram o primeiro dia de paralisação. “A adesão na Faculdade de Tecnologia foi inferior a 10%”, analisou Antônio Brasil, diretor da unidade acadêmica.”Dei aula normalmente e o movimento foi normal”, disse Sônia Báo, diretora do Instituto de Ciências Biológicas. “Em apenas um dos seis departamentos da Faculdade de Ciências de Saúde a adesão foi total”, contou  a diretora Lílian de Paula. “Tivemos quatro disciplinas suspensas pela manhã e três no período da tarde de um total de 44”, afirmou Diana Pinho, diretora da UnB Ceilândia. Na Faculdade de Arquitetura, os professores aderiram após decisão coletiva. Já na Faculdade de Comunicação, também em reunião, os professores optaram por continuar as aulas. 

 

O comando de greve, integrado por 12 professores, e a direção da ADUnB também se reuniu no final da tarde para avaliar o primeiro dia de paralisação. O encontro foi marcado por debate sobre nota enviada, às 15h10, a todos os professores pela diretoria da ADUnB questionando a decisão da assembleia da última sexta-feira. “A votação em urna é fundamental para a construção de qualquer greve como apoio da base”, afirmou a diretoria no documento ao explicar a preferência por esta alternativa e não pela decisão em assembleia. 

 

Após o encontro, a ADUnB encaminhou nova nota reafirmando a decisão da assembleia. “Reiteramos nossa completa solidariedade com a causa dos professores e, como feito anteriormente, não hesitaremos em apoiar paralisações que se justifiquem”, disse no documento, enfatizando, no entanto, que “não há fato novo ou emergencial que justifique uma paralisação em plena metade do semestre letivo”.

 

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