Os professores decidiram em asssembleia realizada na manhã desta terça-feira (24), manter a greve, que teve teve início no dia 12 de março. A reunião ocorreu na Praça do Buriti. A paralisação atinge parte dos 500 mil alunos das escolas públicas de toda a capital federal.
O governo se reuniu com a comissão dos professores na última quarta-feira (18) e ofereceu auxílio-saúde no valor de R$ 110. Também foi proposto o pagamento dos valores devidos de anos passados, a incorporação da gratificação Tidem, em quatro parcelas divididas por quatro anos.
Além disso, a divulgação – após o encerramento da greve – do edital de convocação para contratar professores e profissionais da educação, entre outros itens. Desta maneira, o movimento foi unânime em manter a paralisação por considerar a proposta insuficiente.
Na última sexta-feira (20), o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), José Divino de Oliveira, julgou o pedido feito pela 2ª Promotoria de Direito da Educação (Proeduc), requerendo uma liminar que torne a greve dos professores ilegal. De acordo com o desembargador, a greve não é ilegal.
Mas, por se tratar de um serviço essencial, ele determinou que 80% dos professores dos ensinos infantil, fundamental e médio retornem às salas de aula, dando um prazo de 15 dias para que as partes prestassem informações. Caso haja descumprimento da medida, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) ficouo sujeito a multa de R$ 45 mil por dia.
Os professores estão reivindicando a reestruturação nos planos de carreira, a implantação do plano de saúde, a contratação dos concursados, a incorporação de gratificações e o pagamento das pendências financeiras.