Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (22), os professores da UnB decidiram manter a greve, iniciado nessa segunda-feira (21).
No final da tarde, diretores de institutos e faculdades avaliaram o primeiro dia de paralisação. “A adesão na Faculdade de Tecnologia foi inferior a 10%”, analisou Antônio Brasil, diretor da unidade acadêmica.”Dei aula normalmente e o movimento foi normal”, disse Sônia Báo, diretora do Instituto de Ciências Biológicas. “Em apenas um dos seis departamentos da Faculdade de Ciências de Saúde a adesão foi total”, contou a diretora Lílian de Paula. “Tivemos quatro disciplinas suspensas pela manhã e três no período da tarde de um total de 44”, afirmou Diana Pinho, diretora da UnB Ceilândia. Na Faculdade de Arquitetura, os professores aderiram após decisão coletiva. Já na Faculdade de Comunicação, também em reunião, os professores optaram por continuar as aulas.
O comando de greve, integrado por 12 professores, e a direção da ADUnB também se reuniu no final da tarde para avaliar o primeiro dia de paralisação. O encontro foi marcado por debate sobre nota enviada, às 15h10, a todos os professores pela diretoria da ADUnB questionando a decisão da assembleia da última sexta-feira. “A votação em urna é fundamental para a construção de qualquer greve como apoio da base”, afirmou a diretoria no documento ao explicar a preferência por esta alternativa e não pela decisão em assembleia.
Após o encontro, a ADUnB e o Comando de Greve encaminharam nova nota reafirmando a decisão da assembleia e esclarecendo que o informe anterior “refletia o momento de tensão na assembleia”. “O momento agora é de unidade, temos pela frente uma áspera jornada de luta contra o governo e a defesa de nossa carreira docente”.