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Brasília

Professora cria um dicionário com termos e siglas usados na capital federal

Arquivo Geral

05/11/2010 7h57

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

Tesourinha, balão, SHIS, eixinho, Asa Sul, Setor de Autarquias, Buraco do Tatu. Para os brasilienses, todos esses termos têm significado óbvio. Mas, para quem não nasceu na capital federal e, portanto, não se habituou a ouvi-los com frequência, mais parecem um conjunto de letras desconexas ou com sentidos bem diferentes dos atribuídos no Distrito Federal.

 

Para facilitar a vida de turistas ou de quem abraçou recentemente a cidade como novo lar, a professora de português para estrangeiros Flávia Pires elaborou um dicionário de brasilianês. O projeto é fruto da tese de mestrado em Linguística, feito em parceria com Enilde Faulstich, orientadora da dissertação, e da própria experiência como carioca que vive em Brasília e de outras relatadas por seus alunos.

 

“Lembro da época em que cheguei a Brasília, há 16 anos. Perguntei onde ficava o centro. As pessoas respondiam: aqui não há centro, e sim, Plano Piloto. Muitas vezes, quando perguntam um endereço, é mais fácil se oferecer para levar ao local”, afirma, sorridente.

 

A pesquisa, que levou dois anos e meio para ficar pronta, resultou em descobertas de toda a ordem que há por trás de cada termo, muitas vezes, resumidos nas siglas que compõem os endereços.  “Por ser planejada, a cidade tem sua estrutura baseada em leis. Utilizei também como referência os textos de Lucio Costa e bibliografias antigas, de 1823, quando José Bonifácio já vislumbrava a possibilidade de transferir a capital de lugar”, explica.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (05) do Jornal de Brasília

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