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Brasília

Produção cinematográfica local aumenta com apoio do Governo do DF

Arquivo Geral

13/12/2010 9h23

A produção de cinema brasiliense aumentou significativamente nos últimos anos, graças ao Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Dados divulgados pela Secretaria de Cultura mostram que os repasses subiram e junto com eles surgiram novos projetos. De 1992 a 2007, foram liberados R$ 25 milhões para todas as áreas culturais e aprovado o financiamento de 1,5 mil filmes. Já de 2008 a 2010, o montante subiu para R$ 60 milhões, transformados em cerca de mil películas.

A prova de que a produção cresceu é comprovada nos festivais promovidos pelo GDF. No ano de 2008, cerca de 30 cineastas se inscreveram no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a mais tradicional e badalada competição do ramo. Em 2009, o número de inscritos subiu para 52. Neste ano foram 118 inscritos.

Os recursos do fundo também são importantes para os novatos no mundo das criações cinematográficas. É o caso da jornalista Danyella Proença, 26, que em sua estreia na telona com o curta-metragem “Braxília”, faturou três prêmios no 43º Festival de Cinema de Brasília. “Sem os recursos do FAC, não poderia ter concluído meu trabalho e chegado aqui”, lembrou a cineasta, durante a premiação na semana passada.

Assim como no caso de Danyella Proença, o fundo investiu em outras grandes produções da capital. É o caso de “Ratão”, de Santiago Dellape. O filme ganhou o prêmio de melhor curta nacional na categoria Júri Popular do 38º Festival de Cinema de Gramado. “Ratão” também levou o segundo lugar no Prêmio Câmara Legislativa e o primeiro no Prêmio Melhor Curta dos Estúdios Mega/Megacolor, ambos entregues durante o 43º Festival de Cinema de Brasília.

Outros investimentos
O Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que corresponde a 0,3% da receita corrente líquida do GDF, não privilegia apenas o cinema. No ano de 2010, quando foram liberados R$ 24 milhões para produção artística local, o governo investiu em circo, literatura, teatro, música, dança, entre outros.

Para pleitear os recursos, o artista deve se cadastrar junto à Secretaria de Cultura como agente cultural do Distrito Federal e comprovar atuação mínima de dois anos. A ficha do cadastramento pode ser adquirida no site www.sc.df.gov.br, no link Fundo de Apoio à Cultura (FAC). 

Fundo de Investimentos do BRB contempla cinema local
Quem tem interesse em capitalizar e contribuir com a produção cinematográfica brasiliense pode investir no “BRB Brasília Funcine”, até o dia 14 de junho de 2011. Trata-se de um fundo de investimentos fechado, com duração de 10 anos, voltado para pessoas físicas e jurídicas, que oferece abatimento no Imposto de Renda de até 6% do valor devido.

Os recursos captados pelo Funcine financiam estruturas já existentes, como o Pólo de Cinema de Sobradinho, o tradicional Cine Brasília e a construção de novas salas e complexos de exibição. O Funcine é semelhante aos demais fundos de investimentos existentes hoje no mercado quanto à administração, gestão, custódia e ao cálculo da rentabilidade, sendo regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os interessados em aderir ao Funcine podem procurar uma agência do BRB ou acessar o endereço eletrônico http://www.brb.com.br/funcine/. Na página do Funcine, na internet, estão presentes todas as informações sobre o novo fundo de investimentos que chega a Brasília e à cultura brasileira.

 

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