Ana Paula Andreolla e Bruna Sensêve
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Quatro agentes penitenciários do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) ficaram feridos após uma tentativa de fuga em massa, promovida por cerca de 40 internos do Módulo I, logo após o horário de visitas deste domingo (11). Os internos utilizaram armas artesanais para render os agentes no momento de retorno à cela. A rebelião foi controlada, sem fugas, em poucos minutos.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia da Criança e o Adolescente (DCA) Nivaldo Oliveira da Silva, a rebelião teria iniciado poucos minutos após as 11 horas da manhã, horário que termina o período de visitas. Os agentes suspeitam que os familiares sabiam da rebelião, uma vez que mães que normalmente tentam estender a visita até 11h15 já teriam se ausentado muito antes da visita terminar.
Os três agentes que acompanhavam a saída dos visitantes também estranharam quando os internos, em vez de estarem em um canto agachados como acontecia todos os domingos, caminhavam na direção deles. Desconfiados, eles pediram reforço imediato e se refugiaram em outro ponto. Porém, um dos agentes não conseguiu ser rápido o bastante e foi rendido pelos internos, sofrendo diversas pauladas na cabeça além de perfurações no pescoço e nas costas, só sendo resgatado depois que o reforço chegou para conter a rebelião. “Tudo aconteceu de forma muito rápida. Foi questão de um minuto e meio, a ação precisa ser rápida”, detalha o delegado. As técnicas de imobilização foram necessárias visto que os internos se recusam a obedecer aos comandos.
Os quatro agentes feridos e os jovens prestaram depoimento na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Segundo o delegado, os jovens podem responder por crime infracional assemelhado ao homicídio tentado com pena até três anos.
Manifestação
Para o presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc-GDF) Cássio Moura, a grande questão é a superlotação das instituições. Os servidores deverão se reunir nos próximos dias para discutir a reivindicação de condições mínimas de segurança para os profissionais lotados no Caje até o esvaziamento da unidade. O presidente do sindicato garante que a paralisação dos profissionais pode acontecer caso não seja sinalizado que as demandas poderão ser implementadas.