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Brasília

Presença de cães e gatos nem sempre agrada a todos. Em Samambaia, houve envenenamento

Arquivo Geral

11/07/2012 7h08

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

Dizo ditado que o direito de um termina quando começa o do outro. Mas será que isso vale quando envolve animais? Tratando-se de bichos de estimação, muitas vezes há polêmicas e até brigas entre a vizinhança.  Ou seja, o animal é o melhor amigo do homem, mas não do vizinho. Um exemplo é  o caso investigado pela 32ª DP (Samambaia), em que três cachorros e um gato morreram envenenados em um condomínio na QN 108.

 

Um laudo veterinário indica que bolos de carne com chumbinho causaram as mortes dos animais. A polícia se limitou a informar que trabalha com um suspeito, mas não divulgará mais detalhes. O condomínio tem 240 apartamentos  e os vizinhos estão apreensivos com a situação, mas  esperam a polícia solucionar o caso. Segundo Elaine de Paiva, moradora do prédio, o seu cachorrinho está a salvo, mas a crueldade também poderia ter atingido seu cão. “Ele é o nosso xodó, o tratamos como um filho, nem imagino o que faria se tivesse acontecido algo. Estou até evitando sair com ele. Pode ser que ainda tenha veneno”, conta.

 

E enquanto o culpado não é identificado, surgem os boatos. “Parece que tinha gente insatisfeita e que ia tomar providências. Os funcionários devem saber quem é, mas  não contam, por medo de as pessoas lincharem quem fez. Mas para a polícia eles devem contar”, acredita.

reclamações

 

De acordo com a diretora do Sindicato dos Condomínios (Sindicondomínio) Luiza Fenandes, é comum receber esse tipo de reclamação e que os problemas são os mais diversos. “Cada condomínio tem o seu diferencial. Existem reclamações por barulho, manejo inadequado, implicância…”, enumera.

 

A Lei Distrital 2095/1998 estabelece diretrizes à proteção e à defesa dos animais e em nenhum momento faz uma limitação de espaço. No entanto, a nutricionista Andressa Marchi está proibida de ficar com sua cadela em seu apartamento em Águas Claras, até sair decisão judicial. “Moramos em um prédio de uma cooperativa, e ela decidiu que não pode ter animais aqui. Mas isso é ilegal”, reclama.

 

Ela conta que desde pequena conviveu com animais e sempre foram sua paixão, mas agora está sendo obrigada a viver longe de sua cachorra. “Ela está na casa dos meus pais até sair a decisão e acho isso um absurdo. Sei que aqui tem muita gente que tem animal escondido dentro de casa, mas eu resolvi correr atrás dos meus direitos”, ressalta.

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