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Brasília

Preocupação em usar cinto de segurança é quase nula

Arquivo Geral

28/10/2010 7h46

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma faixa de nylon reforçado presa em três pontas na estrutura do veículo, que cruza o quadril de uma ponta a outra e o tórax diagonalmente. O principal equipamento de segurança dos passageiros e motoristas é utilizado por apenas 7% da população do Distrito Federal que anda nos bancos de trás dos veículos. O número foi apontado pelo consultor científico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Flávio Adura.

 

Segundo ele, aproximadamente 30% das vítimas de acidentes de trânsito que buscaram atendimento na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação do DF, estavam no banco de trás sem o cinto de segurança. Os dados mostram problemas ainda mais sérios diante do número de 41.357 multas aplicadas de janeiro a outubro deste ano, de acordo com relatório divulgado ontem pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), a motoristas e passageiros que trafegavam sem o uso do equipamento. Isso equivale a mais de 137 motoristas por dia, dois a cada hora.

 

O número elevado de multas, comparado a 33.598 do ano anterior, está ligado a uma intensificação da fiscalização do Detran. “Temos de quatro a cinco operações de fiscalização por dia no DF e, mesmo durante o deslocamento das equipes e no controle de trânsito, os agentes estão atentos ao uso do cinto”, informa o diretor de Segurança de Trânsito do Detran, Silvain Fonseca. Ele conta que observa diariamente colisões e capotagens em que a vítima poderia ter escapado se estivesse utilizando o equipamento.

 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (28) do Jornal de Brasília

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