Quem passou pelo Eixinho L se espantou com uma faixa no Posto Jarjour, na altura da Quadra 206 Norte, em Brasília. O proprietário explica à população que demitiu dois funcionários por justa causa porque estavam “lesando clientes” e pediu a ajuda dos fregueses para manter a “seriedade” no estabelecimento. A medida foi tomada depois que uma cliente reclamou para o gerente que o frentista teria colocado menos combustível do que foi pedido, mas teria cobrado o valor integral.
O supervisor do estabelecimento pediu para que a vítima registrasse ocorrência na delegacia da área para que fossem tomadas as devidas providências. As bombas de abastecimento possuem um sistema de automação e cada operação fica registrada em um computador. Para que a bomba funcione, o frentista precisa passar um cartão é como se fosse um ponto eletrônico. “Nós sabemos quem operou a bomba e quanto de combustível foi colocado. Se o cliente denunciar conseguimos pegar o funcionário que realizou a fraude”, conta o supervisor da Rede Jarjour, Jair Tedeschi.
Depois que a ocorrência foi registrada, o proprietário levantou as operações realizadas na bomba indicada pela cliente e conseguiu identificar os funcionários que supostamente praticaram a fraude e foram demitidos por justa causa. “Eu tenho um nome a zelar. Ninguém reclama do funcionário e sim do estabelecimento. Não aceito nenhuma fraude e quero que os clientes nos ajudem a fiscalizar”, comenta o proprietário do posto, Abdalla Jarjour.
No posto trabalham 12 frentistas: cinco pela manhã, cinco à tarde; e dois à noite. Três chefes de pista se dividem para fiscalizar o trabalho. Devido o grande movimento e a “esperteza” de alguns funcionários, a atenção dos fregueses deve ser redobrada e verificar se o trabalho está sendo feito corretamente. “Esse tipo de fraude é fácil ser combatida e o cliente é o nosso maior aliado”, completa Jarjour.
(Foto: Raphael Ribeiro)
