Não bastassem estar vencidas, as concessões para a exploração das linhas de transporte público coletivo do DF parecem não ser suficientes para as empresas que atuam no setor. Somente este ano, o DFTrans autuou 217 empresas que tinham ônibus circulando em rotas de outras companhias. Em todo o ano passado, o número foi bem maior: 1.122. Algumas foram multadas mais de duas vezes pela mesma irregularidade.
Somente esta semana, duas empresas foram flagradas pela fiscalização do DFTrans, após denúncias. Uma delas em plena região central do Plano Piloto e outra fazendo a ligação entre as cidades de Ceilândia e Vicente Pires.
Funcionando há quase dois meses, as linhas 121.1 e 0.121, da Condor, que fazem Eixos Sul e Norte, não possuem licitação e não estão cadastradas no DFTrans, que afirma que a linha não é oficial e não existe sequer, um pedido da empresa para operá-la. Procurada pela reportagem do Jornal de Brasília, a Condor disse que não iria se manifestar sobre o assunto.
Sistema
No Distrito Federal, a licitação é feita por frota e não por linha. O processo feito para acrescentar veículos nas linhas é realizado primeiramente por perceberem a necessidade de uma demanda maior de transportes na área. Em seguida, é feita uma pesquisa de campo para confirmar a real necessidade. Comprovado que precisam de mais veículos circulando no trecho, uma ordem de serviço é feita e comunicada ao operador.
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