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Brasília

População vive entre o lixo e o luxo no Setor de Mansões de Taguatinga

Arquivo Geral

05/11/2013 7h19

Lixo a céu aberto, quadras poliesportivas mal cuidadas, pistas estreitas, falta de paradas de ônibus e espaço para caminhar e pedalar. Essa é a realidade do Setor de Mansões de Taguatinga (SMT), bairro próximo ao Setor Primavera. 

 

O funcionário público aposentado Paulo Fernandes, 70 anos, conta que cansou de procurar a Administração Regional de Taguatinga para pedir alterações no plano urbanístico do setor.

 

Grande fluxo

 

O trânsito é um dos principais problemas da região. As pistas que cortam o Setor Primavera sentido SMT e ligam o Setor de Mansões a Samambaia são estreitas e já não suportam o fluxo de carros nos horários de pico. Faltam também paradas de ônibus e recuos para que os passageiros possam desembarcar.  Segundo Paulo Fernandes, as casas em terrenos irregulares e o comércio impedem que as pistas sejam alargadas. 

 

Lixão

 

Porém, o que parece incomodar mais os moradores é o lixão em um descampado entre o SMT e Samambaia Norte. Apesar das placas de proibição, há mais de 10 anos o lixo é depositado no local. “Pedimos providências, mas nada é feito. Cheira muito mal e incomoda os moradores”, observa o caseiro Farley Jonathas, 24 anos.  No meio do entulho se encontra de tudo e o material é descartado pelos próprios moradores e por carroceiros. No local há também um campo de terra e uma quadra poliesportiva abandonada.

 

Versão Oficial

 

A Administração Regional de Taguatinga disse que o lixão é alvo constante de operações de limpeza.  No entanto, a comunidade volta a jogar lixo no terreno. Quanto ao campo e à quadra poliesportiva, a administração informou que enviará uma equipe ao local e fará as manutenções necessárias. Quanto às paradas de ônibus, o órgão disse que a população precisa protocolar pedido na administração.

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