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Brasília

População pede passarela para travessia em BR

Arquivo Geral

02/06/2013 9h03

A travessia para chegar à parada de ônibus ou uma simples ida à padaria se transforma em uma arriscada tarefa para os moradores da Granja Modelo, na região do Riacho Fundo I, em frente à BR-060 e à fábrica da Coca-Cola. 

 

Sem ter como chegar ao outro lado da via, com segurança, a população espera meia hora, 40 minutos, para a travessia. “O jeito é unir muitas pessoas para chamar a atenção dos carros”, fala o estudante Rafael Magalhães.

 

A Granja Modelo existe há 50 anos, mas ainda não é regularizada. Cerca de 500 pessoas habitam o condomínio. “Falamos com o administrador do Riacho Fundo, mas não conseguimos uma solução”, conta o auxiliar de serviços gerais Cosme Pereira. “Pedimos uma passarela ou outra medida para evitar acidentes. Sofremos diariamente com este pesadelo.”

 

Ele explica que o pedido foi feito, também, ao Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). O órgão informou que não há previsão para a construção de passarela no local.

 

Acidente

Há dois meses o pai de Cosme, Vicente Pereira, foi atropelado quando atravessava a pista. Com o impacto, sofreu um derrame. “Muitos foram atropelados. Agora meu marido não pode trabalhar, não sei o que será de nós”, desabafa a aposentada Maria do Socorro da Conceição, mulher de Vicente.

 

E cada morador tem uma reclamação a fazer, como o auxiliar de escritório José Ramalho. “Todos os dias coloco minha vida em perigo para chegar ao outro lado. Muitos vizinhos perderam parentes e amigos em acidentes nesta via.

 

Histórias de medo e dor

Há oito meses, Lindalva da Silva foi vítima de um acidente enquanto fazia sua travessia cotidiana na pista. O motorista fugiu sem prestar socorro. Ela passou por três cirurgias de reconstituição da perna direita. “Abandonei o emprego porque não consigo andar. Hoje dependo da ajuda de vizinhos para comprar remédios”, comenta. 

 

Edlamar Orozimbo conta que não sai mais de casa para não ter que atravessar a rodovia. “Precisamos sair daqui para comprar qualquer coisa, mas fica complicado. Meus netos se mudaram por não ter como atravessar a pista para ir até a escola”, explica.

 

A reportagem do Jornal de Brasília procurou o DER-DF para esclarecimentos sobre o problema do tráfego de pessoas na rodovia. A assessoria de comunicação e o diretor geral Fauzi Nacfur Júnior não atenderam as ligações até o fechamento desta edição.

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