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Brasília

Pontos de tráfico e perfil de consumidores de crack serão detalhados para o combate

Arquivo Geral

09/03/2011 9h25

 

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Novas estratégias estão sendo traçadas pela Secretaria de Segurança para conter o avanço do crack no Distrito Federal. As ações repressivas passarão a ser alimentadas por uma  série de ações preventivas. Estudos científicos realizados por especialistas em segurança pública e até por psiquiatras integrarão o novo Núcleo de Enfrentamento ao Crack (NEC), desenvolvido pela secretaria.

 

Levantamentos irão mapear os principais pontos de vendas da droga, o perfil do usuário e a forma com que ocorre o tráfico e o consumo das pedras. Os relatórios servirão para nortear operações desencadeadas pelas polícias Civil e Militar. Laços também serão estreitados com instituições especializadas na reabilitação de viciados. O alvo da Secretaria de Segurança não é apenas atuar de forma repressiva prendendo traficantes e desarticulando quadrilhas, mas também agir de forma efetiva na reabilitação dos usuários, os mais atingidos pela onda do crack que assola a capital da República.

 

De acordo com o subsecretário de Operações da pasta, coronel Jooziel Freire, o foco é trabalhar com a análise feita pelos especialistas e definir a melhor ferramenta para atacar o tráfico de drogas em cada uma das regiões do DF. “Queremos incomodar e fazer o tráfico migrar, sair do seu reduto. Desta forma fica mais fácil conter tanto a ação dos traficantes quanto o acúmulo de usuários em determinados pontos”, afirmou o subsecretário.

 

Estatísticas relacionas a apreensões de crack e prisões de suspeitos serão usadas como uma espécie de termômetro no momento de definir o tipo de intervenção a ser tomada pelas autoridades. “Estamos realizando, por enquanto, operações especificas e pontuais. Apenas no feriado de Carnaval foram feitos cerca de 60 flagrantes relacionados a tráfico e consumo de drogas em todas as cidades do DF. Somente as ocorrências de uso e porte somaram 27 casos”, analisou Freire.

 

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