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Brasília

Policiais que trabalharam com federal morto estão preocupados com própria segurança

Arquivo Geral

20/07/2012 7h10

Luís Augusto Gomes, Carlos Carone, com agências
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Instituto de Identificação (II) da Polícia Civil finalizou o trabalho de produção de dois retratos falados da dupla de suspeitos de matar o agente  Wilton Tapajós Macedo, 54 anos. Ele trabalhou na Operação Monte Carlo, que culminou na prisão do contraventor  Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e foi assassinado com dois tiros à queima-roupa na terça-feira quando visitava o túmulo dos pais no Cemitério Campo da Esperança. Para não prejudicar as investigações e alertar os suspeitos, as imagens produzidas pelo II ainda não serão divulgadas para a imprensa.

 

Sobre a preocupação dos federais com a própria segurança, um grupo de servidores levou o caso ao conhecimento do Sindicato  dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol). Eles manifestaram o temor e pediram orientação.  Eles acreditam que o assassinato do colega tem relação com as investigações  feitas pela corporação e que estão em andamento no Núcleo de Inteligência Policial (NIP) da Superintendência Regional da Polícia Federal.

 

A hipótese não está descartada, principalmente com o aumento do leque de linhas de investigação. Policiais envolvidos no caso avaliam  que, pela forma como a morte ocorreu, os dois homens apontados como autores do crime, são profissionais. A PF suspeita, inclusive, da suposta participação de um policial de outro estado na morte de Wilton Tapajós.

Apoio

O presidente do Sindipol,  Jones Leal, afirma que a princípio nenhuma hipótese será descartada, mas ele  não acredita que os   envolvidos sejam tão audaciosos a ponto de atentar contra a vida de um outro policial. “Tanto a Polícia Federal quanto a Polícia Civil e a Polícia Militar, estão  nos apoiando para identificarmos  e prender os autores”, disse.

 

 A hipótese da participação de  profissionais  na execução do policial  ganha força pela dinâmica do assassinato.  O  autor dos tiros atingiu a têmpora da vítima  com o primeiro tiro.  Ele teria se aproximado e efetuado o segundo disparo à queima-roupa   para ter certeza  da morte. Pode ter, ainda, recolhido os projéteis das balas para não deixar vestígios no local do crime.

Laudo preliminar

 A perícia vasculhou  a área onde o corpo do policial ficou caído, inclusive com detector de metal, mas não teria encontrado os projéteis   para identificar a arma  utilizada no assassinato. Pela urgência  do caso,  é possível que seja emitido um laudo preliminar. O documento fornecerá elementos que podem  direcionar linhas de investigação.

 

Com base na suspeita dos autores   serem de outro estado, a PF pediu apoio à Polícia Rodoviária Federal,  Polícia Civil e Polícia Militar de outras unidades da Federação para ajudar nas prisões.

O delegado Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlos e último chefe de Wilton Tapajós, afirmou, no sepultamento do subordinado, que é obrigação da Polícia Federal localizar e prender os envolvidos. “A PF toda está no encalço dos autores e não vai dormir enquanto não elucidar  esse caso”, prometeu. Segundo ele,  o agente foi o policial mais competente que conheceu e poderia descansar em paz na certeza da prisão dos autores.

 

 

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