Integrantes das Associações da Polícia Militar do Distrito Federal se reuniram nesta quinta-feira (12), pela manhã, para justificar o comportamento dos policiais militares do DF nas manifestações de 7 de setembro. Majores, coroneis e tenentes afirmaram que a ação foi correta e sem exageros.
Segundo o Major Raballo, Presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (ASOF), as ações foram legítimas. Além disso, Raballo afirmou que a Polícia é a favor das manifestações (pacíficas), mas, para ele, o protesto do dia da Independência foi apenas tumulto. “Nossos policiais agiram corretamente. Se as pessoas reivindicarem sem violência, nós não os enfrentariamos. Mas não foi isso que aconteceu. Para cada ação, há uma reação”, explica.
Brasília, por ser a capital, vive uma rotina de protestos. Entretanto, infelizmente, eles têm perdido sua identidade. Com violência ou não, necessita-se organização e união para atingir os objetivos. “Sabemos que manifestações sempre foram presentes na capital, e a PM estará presente nestes protestos. Defendemos a democracia e os movimentos sociais, só não apoiamos a baderna. Como não nos defender se formos atacados?”, indaga o Coronel Gouveia, Diretor da CABE – Caixa Beneficente da Polícia Militar.
Casos como o do menino que foi preso por ter uma máscara dentro da mochila, ou como as pessoas que portavam bolinhas de gude nos bolsos, e até mesmo o caso do PM Bruno, lembrado por ter dito que jogou spray de pimenta nos manifestantes “porque quis”, foram ressaltados, mas nenhum respondido. De acordo com o Major Raballo, “se estas ações forem consideradas ilegais, serão investigadas”.
Major Cruz, Presidente da Associação Recreativa e Apoio aos Policiais Militares, questionou a falta de apoio do Estado à polícia. “Os PMs de todo o Brasil estão passando por situações difíceis. Eles precisam reagir. Estamos acuados, sem defesa. As pessoas julgam nossas atuações, mas ninguém tenta ver o nosso lado. Só queremos cumprir a lei”, desabafa.
O Tenente Ricardo Pato, Presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, encerrou a reunião esclarecendo que “as ações da PM não foram consideradas truculentas, e que a polícia não é despreparada”, e frisou: “O brasileiro precisa definir que tipo de Polícia ele quer nas ruas.”