Sheila Oliveira
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A partir de segunda-feira (29), os policiais civis da Região Metropolitana estarão em greve. A decisão foi aprovada nesta sexta-feira (26) pelo sindicato da categoria. Apenas 30% dos profissionais devem atender a população. Mas o trabalho ficará restrito aos casos de flagrante e crimes hediondos. Na quarta-feira (31), a categoria se reúne novamente, às 14h, em Goiânia, para decidir se a paralisação se estenderá para todo o estado de Goiás.
“A greve só será suspensa se o governo do estado atender a lista de reivindicações que inclui o reajuste de 42%. Recusamos a proposta, do governador, de aumento de 1,68%. Esse percentual não cobre nem mesmo a inflação acumulada nos últimos doze meses”, afirma Silveira Alves de Moura, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do estado de Goiás (Sinpol-GO).
Dentre as outras exigências dos policiais civis estão o aumento da gratificação de localidade, ou seja, dos riscos a que estão expostos em determinadas regiões, que hoje é de R$ 276 para R$ 800. Promoção automática do policial sem a necessidade da espera de abertura de vagas ou por merecimento. “Geralmente a promoção por merecimento acaba sendo por apadrinhamento e não por atividade. Queremos as mesmas condições do que já ocorre com os policiais civis do DF. Há dez anos não temos aumento da gratificação de localidade. Trabalhamos sem incentivo e valorização do estado”, observa Silveira.
Atualmente 390 policiais civis atuam na Região Metropolitana, a exigência da categoria é de que o contingente seja de pelo menos mil profissionais para dar conta da demanda da região, considerada uma das mais perigosas do Brasil. De acordo com o presidente do Sinpol-GO, o último concurso da categoria, realizado em 2008, nomeou 680 profissionais, mas 147 já pediram exoneração.
Segundo Silveira, um policial da Força Nacional que atua na região ganha R$ 178 de diária, o que equivale a R$ 5.280 por mês, além do salário do estado onde está lotado. “É um absurdo trabalhar assim como eles e receber menos do que a diária destes policiais”, diz.
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