A polícia de São Sebastião apreendeu na manhã desta sexta-feira (09) 10 computadores, mídias digitais, um cofre e uma câmera com imagens de um suposto pedófilo abusando de uma menina sete anos. A apreensão ocorreu no trabalho do acusado, na quadra 710 norte e em sua residência em Sobradinho.
Segundo informações da TV Globo, ele estava sendo investigado pela polícia a cerca de um mês, quando os policiais receberam um pen-drive que foi encontrado na rua com imagens dele e de outro pedófilo abusando de crianças. Na época, o outro homem que aparece nas imagens, foi preso pela polícia. Ele confessou ter cometido os crimes e informou que pratica esse tipo de delito desde 2004.
O acusado está foragido e segundo o advogado, ele se entregará na delegacia na próxima segunda-feira a uma da tarde. A polícia suspeita que ele integre uma rede de pedofilia.
Relembre o caso
Após encontrar um pen-drive numa rua em São Sebastião, um cidadão abriu as pastas de arquivos para tentar identificar o dono do aparelho para posterior devolução, neste momento o homem descobriu que a memória pertencia a um pedófilo, pois o mesmo continha cerca de 1 mil fotos de crianças e adolescentes em cenas eróticas. Também foram encontrados 18 vídeos onde o dono da mídia mantinha relações com uma criança de seis anos e duas adolescentes com idades entre 15 e 16 anos.
Depois da descoberta, a pessoa que achou o aparelho procurou a 30ª Delegacia de Polícia e entregou o conteúdo para o delegado-chefe de São Sebastião, Flamarion Vidal. As investigações começaram a duas semanas e levaram os agentes a casa do suspeito que tem 38 anos na manhã deste sábado (11), ao chegarem ao local, os policiais encontraram mais equipamentos de armazenamento de fotos e vídeos, além de objetos eróticos.
Todas as vítimas que aparecerem nas imagens já foram identificadas. A polícia vai avaliar o novo material encontrado com o intuito de achar novas vítimas. O homem que é proprietário de um salão de beleza infantil no Sudoeste será autuado por estupro de vulnerável e se condenado pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. A polícia preferiu não divulgar sua identidade para não expor as vítimas, nem prejudicar as investigações.