Seis suspeitos de assaltar uma agência bancária de Taguatinga, no último dia 30, foram presos nesta quarta-feira (07). Os mandatos de apreensão e prisão foram emitidos na terça-feira de manhã, uma semana após o crime na QNE 17 da cidade. Dos R$ 370 mil roubados, foram recuperados cerca de R$ 160 mil, além de três carros e um revólver calibre 38.
Fábio Porto de Oliveira, vigilante da agência, teria fornecido informações privilegiadas à quadrilha, facilitando a entrada dos assaltantes no interior do banco. Carlos Eduardo dos Santos Ribeiro, que aparece nas imagens das câmeras de segurança, foi o primeiro a ser preso, ainda na terça-feira, em Uruçui (PI).
Já Rodrigo Oliveira dos Santos, Amaury Benedito Machado, mais conhecido como Negão, e Iraci Maria da Silva, conhecida como Tati, também suspeitos de participar do assalto, foram presos no Setor “O”, na Ceilândia. Alessandro Davi Lopes da Silva, apelidaado de Gaguinho, recebeu uma quantia de R$ 1 mil para ocultar a arma do crime. Ele foi preso na mesma cidade.
Parte do dinheiro roubado foi encontrado na casa da irmã de Iraci, Maria Ângela de Araújo, no Recanto das Emas. A quantia era de R$ 153 mil. Com esse dinheiro, a família chegou a comprar um carro avaliado em R$ 15 mil. Maria cooperou com as investigações e foi solta. Quanto ao valor restante, a polícia não sabe onde está.
Segundo o delegado Fernando César Costa, chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), a peça fundamental para que os assaltantes conseguissem realizar o crime foi o vigilante Fábio Oliveira. Por conta disso, a operação foi nomeada de “Inside”. “Ele conhecia a rotina do banco, sabia que apenas duas das 15 câmeras de segurança estavam funcionando e foi ele quem pegou o dinheiro do cofre. Ele não tinha passagem pela polícia, mas a investigação confirmou que ele teve fortes vínculos com o crime. Houve um erro desde o momento de sua contratação”, disse.
Seis das oito pessoas da quadrilha estão presas. Segundo a polícia, uma pessoa segue foragida. Estefanie Ramos da Silva, esposa de Rodrigo dos Santos, teria ajudado na ocultação dos criminosos, do dinheiro e da arma. Se condenados, os suspeitos poderão responder por roubo, lavagem de dinheiro e/ou favorecimento real.
O Secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, que também participou da coletiva de imprensa, chamou a atenção da população para o trabalho das Polícias do DF. “Estamos na terceira maior metrópole do país e chamo a atenção para a redução do número de homicídios, sequestros e furtos. O trabalho em equipe na polícia fez a diferença para que a Operação Inside se resolvesse em apenas sete dias”, ressaltou.