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Brasília

Polícia prende quadrilha que assaltou idosa em banco

Arquivo Geral

18/10/2013 18h40

Seis integrantes de uma quadrilha especializada no crime conhecido como “saidinha de banco” foram presos na última quarta-feira (16), em Ceilândia. O crime funciona da seguinte maneira: um olheiro posicionado dentro da agência bancária informa os comparsas das possíveis vítimas, em sua maioria, pessoas que sacavam grandes quantias na boca do caixa. O resto da quadrilha aguardava o alvo do lado de fora da agência e a seguia até seu destino final, onde o assalto ocorria. Os assaltantes exigiam o valor exato do saque feito anteriormente.

 

Em uma das ações dos criminosos, que ocorreu em agosto, a quadrilha assaltou uma idosa. A senhora acabara de sacar R$ 2,6 mil no banco e se dirigia a uma paróquia, em Ceilândia, para pagar o dízimo. A vítima, que se recusou a entregar a bolsa, foi agredida com socos e pontapés. A ação foi filmada pelas câmeras de segurança da igreja.

 

Os crimes aconteciam principalmente nas zonas centrais de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Foram presos Nielson Avelar de Carvalho, 30 anos – tido como o cabeça da quadrilha e que desempenhava a função de olheiro – Felipe dos Santos Rocha , 21 anos – que já tinha 25 passagens pela polícia – , Daniel Lopes de Azevedo, 21 anos – que desempenhava a função de piloto de fuga e Luiz Henrique Barcelos Guimarães, 19 anos.

 

Além deles, foram apreendidos dois menores. Dois suspeitos ainda estão foragidos. A polícia estima que a quadrilha tenha gerado um prejuízo de R$ 40 mil com os assaltos. O grupo foi preso enquanto se preparava para um novo assalto, no centro de Ceilândia.

 

Segundo o delegado da 15ª Delegacia de Polícia André Leite, a polícia decidiu investigar a quadrilha após um aumento no número de ocorrências do gênero nas proximidades da DP. “Houve um aumento dessa modalidade de crime, sempre no mesmo modus operandi. Começamos a desconfiar de uma quadrilha organizada. Demos início às investigações em agosto e chegamos à quadrilha”, explica o delegado.

 

Os suspeitos devem responder por formação de quadrilha armada, roubo, corrupção de menores e porte de arma de fogo.

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