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Brasília

Polícia prende homens que roubaram R$ 244 mil em shopping de Taguatinga

Arquivo Geral

16/07/2012 13h37

Anderson Souza

anderson.souza@clicabrasilia.com.br

 

A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prendeu, na tarde do último domingo (15), dois suspeitos de serem os responsáveis pelo roubo a uma funcionária de uma casa lotérica de um shopping localizado em Taguatinga Norte. Os suspeitos H. L. N., de 34 anos e E. R. J., de 22, teriam levado em torno de R$ 244 mil em dinheiro e, no momento da fuga, ainda efetuado um disparo de arma de fogo no interior do estabelecimento em direção ao teto. A ação teve apoio da 6ª e da 12ª Delegacia de Polícia (Paranoá e Taguatinga Centro respectivamente).

 

 

De acordo com o delegado-chefe substituto da DRF, Marco Aurélio Vergilio de Souza, a funcionária costumava sair da casa lotérica com um malote de dinheiro e levá-lo até uma agência bancária que fica localizada no mesmo estabelecimento. “Os dois autores acompanharam essa rotina por cerca de um mês até se sentirem seguros para praticar o crime”, conta Vergilio. Câmeras do circuito interno de segurança do shopping e a perícia realizada no local contribuíram para a ação da polícia. Uma terceira pessoa também está sendo investigada por supostamente ter ajudado a dupla a fugir. 

 

 

Apenas uma parte do dinheiro roubado – cerca de R$ 85 mil – foi rastreada pela polícia. Segundo Vergilio, as investigações apontaram que eles difundiram o dinheiro em várias contas bancárias. “Apesar de confirmarem informalmente o envolvimento no crime, eles dão sempre versões diferentes sobre o dinheiro”, conta o delegado. A polícia ainda aguarda o bloqueio das contas para que seja confirmado o que teria sido difundido e, assim, ressarcir os valores confirmados. 

 

 

Nas casas dos suspeitos, a polícia apreendeu aparelhos celulares, cheques de origem duvidosa, uma balança de precisão com resquícios de cocaína, munições de arma de fogo e a arma supostamente utilizada no crime – uma pistola calibre .40 de uso restrito das Forças Armadas. “A arma foi roubada de um policial federal em 2005”, afirma o delegado. 

 

 

H. L. N., que já foi reconhecido pela vítima, foi preso no Aeroporto de Brasília, quando voltava de uma viagem do Rio de Janeiro por motivos ainda desconhecidos. E. R. J. foi preso no Paranoá, cidade em que tanto ele quanto o comparsa residem. Ambos tinham passagens pela polícia por crimes como furto, tentativa de homicídio, além de terem cometido crimes ainda quando menores. Eles devem ser autuados por roubo circunstanciado, podendo pegar de 4 a 10 anos de prisão, e por porte ilegal de arma de fogo, 3 a 6 anos de prisão. 

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