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Brasília

Polícia não descarta nenhuma possibilidade nas investigações sobre desaparecimento

Arquivo Geral

03/10/2013 7h40

A investigação do desaparecimento do empresário Brunno Gomes Ribeiro, sumido há quatro dias, não descarta nenhuma possibilidade. A família considera até a hipótese de que ele possa ter escolhido não retornar para o lar. O pouco que se sabe é que o jovem saiu de casa, na 714 Norte, a pé por volta das 8h de segunda, vestindo  camisa polo azul, calça jeans e chapéu. A esposa, Mônica Ribeiro, 28, o aguardava para o almoço, mas ele não voltou. Reportagem do JBr relatou o caso ontem.

 

Mônica é casada com Brunno há mais de um ano. “Ainda estava sonolenta quando ele saiu. Ele só me deu um beijo, se despediu e disse que voltaria para o almoço. Depois, não tive mais qualquer contato”, lembra. Ela diz que tentou ligar para o marido por volta das 10h e estranhou o fato de o celular estar desligado. “Ele sempre deixa o celular ligado. Quando a bateria está acabando, me liga para avisar porque sabe que eu fico preocupada”, relata Mônica.

 

Estresse

 

No mesmo dia do sumiço, por volta das 22h, a família foi à delegacia para  registrar a ocorrência do desaparecimento. Entre as teorias levantadas pela polícia está a de que Brunno possa ter passado por um surto de estresse.

 

Mônica, porém, acha improvável: “Não imagino o Brunno tendo um surto, não sei se seria possível. Ele não toma remédio controlado, nunca mexeu com drogas e nunca teve problema de depressão. Nosso casamento é muito bom. O único problema que estávamos tendo era a venda da cafeteria, que trazia muito estresse por conta das dívidas”.

 

No dia do desaparecimento, Brunno estava a caminho da  cafeteria do casal, na 114 Norte, para fechar a venda do estabelecimento. De acordo com o irmão mais novo de Brunno, Ademias Batista, o contrato já estava assinado e só faltava concluir a transação bancária.

 

Apoio nas redes sociais

 

Ademias Batista, irmão de Brunno, está acompanhando a investigação de perto e diz só ter a agradecer pela ajuda dos amigos, familiares e ao trabalho da 2ª DP (Asa Norte), responsável pela ocorrência. “Ontem, acompanhei os policias fazendo um reconhecimento de campo no possível percurso que ele fez antes de desaparecer. Tenho o telefone direto da delegada. Sempre que tem alguma novidade ela também me avisa”, conta.

 

O irmão de Brunno se surpreende com o número de pessoas que estão ajudando a divulgar o caso, principalmente nas redes sociais. “Fiz um banner para ser compartilhado. Logo foi se espalhando e já fizeram até outros. Ele é um garoto muito sociável, os amigos têm dado muito suporte”.

 

A partir de hoje a família deve espalhar cartazes pela cidade. “Estou tão ocupado resolvendo tudo isso que nem tive tempo de colocar as fotos ainda”, diz.

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