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Brasília

Polícia investiga conexões de chineses com Law Kin Chong

Arquivo Geral

13/11/2010 9h44

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

A máfia chinesa que atua no Distrito Federal movimentando um esquema milionário com a venda de produtos pirateados pode ter conexões com uma das quadrilhas de falsificadores mais fortes do Brasil. No centro do poder estaria o empresário chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong. Velho conhecido da Polícia Federal, o chinês teria participação na venda e no esquema de transporte de produtos para a Feira dos Importados.

 

Policiais da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) estão na fase de análise dos materiais apreendidos. De acordo com o delegado que preside o inquérito, Giancarlos Zuliani Jr., a polícia não descarta a participação de homens fortes ligados à máfia chinesa que atua em São Paulo. “Estamos levantando como funcionaria esse esquema interestadual e se existe a participação de figuras já conhecidas da polícia na venda de produtos pirateados”, explicou.

 

Segundo o delegado, mandados de prisão podem ser expedidos no futuro, principalmente envolvendo os mentores da rede pirata que movimenta milhões de reais no DF. “Com a conclusão do trabalho poderemos ter prisões tanto no DF quanto em outras unidades da Federação caso fique comprovado o elo entre facções criminosas como as que atuam em São Paulo”, afirmou.

 

Chong já foi preso pela Polícia Federal duas vezes, sempre por crimes ligados à pirataria. Quando foi detido pela segunda vez, em 2007, o chinês cumpria pena por corrupção ativa em regime de prisão domiciliar.  Para o delegado Fernando Franceschini, Chong é o chefe do esquema de venda de produtos contrabandeados em São Paulo. “Ele atua como chefe e organizador de contrabando e descaminho em São Paulo. Ele loca mais de 1,3 mil lojas na cidade para quem vende contrabando”, afirmou o delegado. 

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