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Brasília

Polícia identifica grupo que teria matado militar

Arquivo Geral

14/09/2011 23h15

 

Luis Augusto

luisaugustogomes@jornaldebrasilia.com.br

 

 

As quatro pessoas envolvidas no latrocínio (roubo seguido de morte) do subtenente da Polícia Militar, Roberto Alves Carneiro, 45 anos, ocorrido em uma clínica odentológica, na QN 314, em Samambaia, no dia 5 do mês passado, foram identificadas por investigadores da 32ª DP (Samambaia). Os suspeitos são dois adolescente de 16 e 17 anos e um casal de 19 anos. A quadrilha teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas só o menor de 17 está detido.

 

 

O bando era especializado em assaltar clínicas odontológicas. Eles teriam roubado pelo menos três consultórios, no Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Recanto das Emas e Samambaia. A jovem A.L.D.D, 19 anos, companheira de J.S.B., da mesma idade, tem um filho de três meses. Loira e olhos azuis, ela usava o recém-nascido como disfarce durante os assaltos e entrava como cliente. Observava se no estabelecimento tinha segurança, câmera ou policial e passava as informações para os comparsas.

 

 

Segundo o delegado Pablo Aguiar, chefe da 32ª DP, no dia da morte do subtenente, o grupo usou o mesmo método. Pararam o Corsa prata, dirigido por J.S.B., próximo ao local do roubo. Entraram, anunciaram o assalto, mas sabiam que um dos homens que aguardava atendimento era PM. O policial reagiu, lutou com dois ladrões e deixou a arma cair. O terceiro ladrão, matou o subtenente com a própria pistola .40 do policial. Uma mulher e um adolescente de 16 anos, ficaram feridos pelos disparos do garoto de 17 anos.

 

 

Os suspeitos fugiram com a arma e venderam por 3,4 nil. No entanto, deixaram carteiras de identidades caírem na cena do crime. A polícia descobriu que os documentos eram de vítimas de um roubo a uma clìnica odontológica, no Recanto das Emas. Com os depoimentos das v ítimas, os investigadores identificaram os suspeitos. No último dia 6, eles foram convidados a comparecer na 23ª DP para prestar declarações. Confessaram participação no latrocínio. Pablo Aguiar pediu a prisão temporária do grupo, mas a autorização só foi concedida está semana. A polícia cumpria a determinação, mas só localizou o menor de 16 anos.

 

 

O casal de aculto está indiciado por latrocínio, tentativa de latrocínio, corrupção de menor e formação de quadrilha. Também vão responder por outros roubos praticados. os adolescentes podem ser enquadrados pelo mesmo ato inflacional. O Celta usado foi apreendido e está no pátio da delegacia. Segundo o delegado Pablo Aguiar, os menores tem passagem por roubo.

 

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