Camila Costa, com agências
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O Instituto Chico Mendes (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, vai pedir que a Polícia Federal investigue os incêndios no Distrito Federal. Segundo o presidente da autarquia, Rômulo Mello, os incêndios podem ter começado de forma criminosa. Ele irá entregar um relatório com as suspeitas à PF.
“Quando o fogo surge num local isolado, sem acesso algum, onde não tem estrada e não é via de acesso comum, é muito provável que seja criminoso”, afirmou. Segundo Mello, o problema maior está na Floresta Nacional (Flona), próximo a Taguatinga e Brazlândia. Quando a equipe de bombeiros concluiu o controle do fogo, no lado oposto outro foco surgiu. Metade da floresta já foi queimada.
No Jardim Botânico, foram seis mil hectares devastados pelo fogo. O Distrito Federal já perdeu com queimadas neste ano mais de 18 mil hectares. Mello afirmou que a Floresta Nacional foi criada para, além de proteger a fauna e a flora locais, atuar no enfrentamento ao que chama de “farra dos lotes”. A floresta já tem duas áreas em que há lotes irregulares. “Em Brasília, a gente sabe que esse movimento relacionado à ocupação é muito intenso”, afirmou o presidente.
Duzentos e cinquenta homens do Corpo de Bombeiros continuam a monitorar as áreas de incêndio. Os três pontos de maior proporção de queimada, Flona, Jardim Botânico e Fazenda Água Limpa, do IBGE, chegaram a ser controlados ontem. No entanto, por volta das 13h, o fogo voltou a castigar o Cerrado na Flona, desta vez em uma área próxima a Taguatinga.

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