A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu nessa quinta-feira (05) parte dos 50 mandados de busca e apreensão e prisão durante a Operação Planalto. Até o final da manhã 18 pessoas foram presas e um menor, de 17 anos, foi apreendido. Dentre os detidos, três são mulheres, que desempenhavam os mesmos papéis dos homens dentro do grupo. Todos foram encaminhados para a 5° Delegacia de Polícia.
A ação da Polícia Civil é resultado de uma investigação de homicídio ocorrido em 13 de janeiro deste ano na Vila Planalto. Na apuração feita pela equipe, constatou que o autor do crime seria o adolescente de 17 anos, que em depoimento, confessou e assumiu a prática do ato.
“Após 45 dias de detenção ele foi liberado e continuou a praticar os vários crimes, como roubos e furtos em casas e veículos na região. Com um sistema de monitoramento, a polícia constatou que o jovem fazia parte de uma quadrilha de grande periculosidade. O menor fala dos crimes com orgulho e tem satisfação em narrar os crimes que cometeu” Afirmou o Delegado que participou das investigações, Marco Antônio de Almeida.
Ainda segundo o delegado, a quadrilha era de grande porte e tinha o crime como modo de vida e, a maioria dos crimes, praticados por eles, aconteciam na região da Vila Planalto. “Eles praticavam crimes para poder comercializar drogas. Trocavam os carros e objetos que eles roubavam, trocavam por entorpecentes e as vendiam na região”, destaca.
A operação contou com a participação de 160 policiais e de várias unidades de segurança do DF. A maioria dos integrantes da quadrilha foi presa na própria região da Vila Planalto, porém algumas foram presas em outras regiões metropolitana do Distrito Federal que foram Samambaia, Águas Claras, Sudoeste, Asa Norte e Guará, cidades onde os detidos moravam. Boa parte do grupo já possui passagem pela polícia por tentativa de homicídio, receptação, roubos e furtos.
De acordo com Marco Antônio, a motivação maior da operação é a formação de quadrilha. E cada integrante irá responder individualmente por cada crime praticado. “São pessoas que não tem trejeitos de criminosos, mas estão praticando crimes que realmente comprometem muito a segurança do DF. Nós vamos individualizar a conduta de cada um deles e eles serão responsabilizados por cada crime praticado”, complementa o delegado.
A expectativa dos investigadores é que mais pessoas sejam presas, pois ainda há o cumprimento de mandados no Estado de Goiás.