Danielle Baeza, e Marina Marquez, com agências
redacao@jornaldebrasilia.com.br
O empresário Nenê Constantino, um dos fundadores da companhia aérea brasileira Gol, foi transferido na tarde de ontem para o Hospital do Coração do Brasil, após sentir fortes dores no peito enquanto estava na Penitenciária da Papuda. O pedido de transferência teria sido feito pelo seu advogado, Marcelo Bessa, que alega que o empresário, de 79 anos, tem problemas de saúde. Ele é acusado de tentar matar o ex-genro Eduardo de Queiroz, em 2008.
De acordo com o diretor técnico e cardiologista do Hospital do Coração, Edmur Carlos Araújo, Constantino deve permanecer internado pelo menos até domingo. Até lá, o empresário irá passar por diversos exames que irão constatar suas condições de saúde.
Entre outras supostas provas, a polícia conta com um vídeo em que um bandido tenta extorquir a vítima e conta como a morte do outro genro teria sido encomendada. Segundo o bandido, um ano antes da tentativa de homicídio de Eduardo Queiroz, Nenê Constantino teria contratado pistoleiros para matar outro genro dele, no interior de São Paulo.
“O mais fácil de matar o Eduardo é você. Seu Constantino falou e eu falei por que, seu Constantino? Porque você anda mais com ele, vai para qualquer lugar. Aí, você vai e mata ele”, disse o bandido no vídeo gravado pela polícia.
Nenê Constantino foi preso na noite de quarta-feira, quando participava de uma oitiva no Tribunal do Júri de Taguatinga, por outro crime. Ele é suspeito de ter mandado matar, há nove anos, Márcio Leonardo. Ele era presidente de uma associação de famílias que ocupavam lotes em um terreno de Constantino.
Os advogados de defesa decidiram entrar ontem com pedido de habeas-corpus. Alegam que ele tem idade avançada, sofre de graves problemas de saúde, tem endereço certo e nunca se recusou a colaborar com as investigações. A Polícia Civil informou que, ao contrário, ele obstruía as investigações e, se os exames não detectarem qualquer anomalia, deve voltar para o presídio.
Veja aqui vídeo em que pistoleiro revela detalhes do crime
Leia íntegra da matéria na edição desta sexta-feira (17) do Jornal de Brasília