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Brasília

PM leva dois tiros em assalto

Arquivo Geral

21/07/2013 10h03

Um policial militar do Comando de Policiamento Regional Sul (CPRS) foi alvejado com dois disparos quando chegava em casa no Riacho Fundo II. Com uma viatura descaracterizada da corporação, o tenente João de Deus parou o veículo em frente ao portão da residência na QN 14D, por volta das 11h30. No momento em que descia do carro o militar foi alvo de uma tentativa de  latrocínio. Após os disparos, os dois suspeitos pelo crime roubaram o  Prisma de cor preta e a pistola 40 do policial.

 

Os homens fugiram no veículo e até o fechamento desta edição não haviam sido encontrados. Os disparos atingiram o lado esquerdo das costas do tenente. Ele, que não estava fardado, não teve tempo de reagir ao assalto. O policial foi surpreendido pelas costas.

 

Após escutarem os tiros, vizinhos e familiares saíram para socorrer o militar, que já estava caído em frente ao portão da residência. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Estável e consciente, a vítima foi transportada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Por volta das 14h30 a família informou que o tenente passava por cirurgia, mas o estado de saúde era estável.

 

Investigação


Uma viatura do 28º Batalhão de Polícia Militar (Riacho Fundo) que patrulhava próximo ao local  foi acionada por populares minutos depois do crime. O comandante da operação, subtenente M. Matos, explica que a provável linha de investigação é de  roubo. Segundo o policial, a hipótese de ser uma ameaça contra a própria vítima pode ser uma especulação.

 

“Os elementos já podiam estar observando o movimento do policial e a arma na cintura. Isso pode ter chamado a atenção”, explica. Para o subtenente, a intenção dos suspeitos seria levar a arma .40 do militar. “Pode ser que não seja algo contra ele especificamente, mas que visasse a arma. Esse acaba sendo um atrativo para esses indivíduos que têm a intenção de praticar outros crimes. Já o carro pode ser abandonado em algum local”, ressalta.

 

A própria família acredita em um oportunismo dos supostos assaltantes. O genro do policial, Luciano Paulo, 33 anos, aponta que a situação abalou os parentes. “Ele estava vindo deixar uma caixa de isopor em casa e ia seguir para outro local. Foi uma tristeza, mas por sorte nada de mais grave aconteceu”, explica.

 

Saiba Mais

 

Durante toda a tarde de ontem policiais chegavam ao local do crime para obter informações sobre o ocorrido.

 

À paisana e descaracterizados, eles tentavam coletar provas para elucidar a possível tentativa de latrocínio.

 

Alguns militares chegavam a bater na casa dos vizinhos e indagar sobre possível circuito interno de câmeras que pudessem facilitar no processo de identificação dos suspeitos. 

 

Outros coletavam informações com comerciantes próximo ao local do crime.

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