Um policial militar do Comando de Policiamento Regional Sul (CPRS) foi alvejado com dois disparos quando chegava em casa no Riacho Fundo II. Com uma viatura descaracterizada da corporação, o tenente João de Deus parou o veículo em frente ao portão da residência na QN 14D, por volta das 11h30. No momento em que descia do carro o militar foi alvo de uma tentativa de latrocínio. Após os disparos, os dois suspeitos pelo crime roubaram o Prisma de cor preta e a pistola 40 do policial.
Os homens fugiram no veículo e até o fechamento desta edição não haviam sido encontrados. Os disparos atingiram o lado esquerdo das costas do tenente. Ele, que não estava fardado, não teve tempo de reagir ao assalto. O policial foi surpreendido pelas costas.
Após escutarem os tiros, vizinhos e familiares saíram para socorrer o militar, que já estava caído em frente ao portão da residência. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Estável e consciente, a vítima foi transportada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Por volta das 14h30 a família informou que o tenente passava por cirurgia, mas o estado de saúde era estável.
Investigação
Uma viatura do 28º Batalhão de Polícia Militar (Riacho Fundo) que patrulhava próximo ao local foi acionada por populares minutos depois do crime. O comandante da operação, subtenente M. Matos, explica que a provável linha de investigação é de roubo. Segundo o policial, a hipótese de ser uma ameaça contra a própria vítima pode ser uma especulação.
“Os elementos já podiam estar observando o movimento do policial e a arma na cintura. Isso pode ter chamado a atenção”, explica. Para o subtenente, a intenção dos suspeitos seria levar a arma .40 do militar. “Pode ser que não seja algo contra ele especificamente, mas que visasse a arma. Esse acaba sendo um atrativo para esses indivíduos que têm a intenção de praticar outros crimes. Já o carro pode ser abandonado em algum local”, ressalta.
A própria família acredita em um oportunismo dos supostos assaltantes. O genro do policial, Luciano Paulo, 33 anos, aponta que a situação abalou os parentes. “Ele estava vindo deixar uma caixa de isopor em casa e ia seguir para outro local. Foi uma tristeza, mas por sorte nada de mais grave aconteceu”, explica.
Saiba Mais
Durante toda a tarde de ontem policiais chegavam ao local do crime para obter informações sobre o ocorrido.
À paisana e descaracterizados, eles tentavam coletar provas para elucidar a possível tentativa de latrocínio.
Alguns militares chegavam a bater na casa dos vizinhos e indagar sobre possível circuito interno de câmeras que pudessem facilitar no processo de identificação dos suspeitos.
Outros coletavam informações com comerciantes próximo ao local do crime.