Bruna Sensêve
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Calcula-se que, hoje, no Distrito Federal, existem cerca de dois mil moradores de rua, segundo o GDF. Outras 133.556 pessoas vivem nos chamados aglomerados subnormais – assentamentos irregulares como favelas, invasões, comunidades e vilas. A Secretaria de Defesa Civil estima que ainda existam mais de 1,5 mil moradores de áreas consideradas de risco. Um dos pontos trazidos pelo diagnóstico do Plano Distrital de Habitação de Interesse Social (Plandhis) é que as políticas habitacionais até hoje não conseguiram alcançar a necessidade primária: os desabrigados.
Na teoria, o primeiro foco destes programas é puramente aquela pessoa que não têm local para residir. O conceito de habitação de interesse social mostra que a moradia popular deve ser destinada aos que não têm condições de construir ou comprar uma residência.
O problema é esses moradores são uma fatia expressiva da população que não faz parte dos registros da Secretaria de Habitação. O Novo Cadastro da Habitação, como é chamada a listagem desses candidatos, conta com 330.485 inscritos, sendo 301.645 na relação de inscrições individuais e 28.840 na relação de inscrições por entidades, como associações, sindicatos e cooperativas habitacionais. Cada uma dessas duas categorias tem direito a 40% das ofertas.
“Considere que os quase 302 mil têm direito a 40% e os outros 28 mil têm direito a mesma porcentagem. As entidades foram capazes de demonstrar somente 8% da demanda. É muito menos expressivo. O problema fica ainda maior quando olhamos para dentro desse número”, analisa o diretor de Planejamento Habitacional da Sedhab, Paulo Valério Silva Lima.
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