Kamila Farias e Vinícius Borba
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Com a paralisação de 24 horas dos rodoviários, o transporte pirata ganhou espaço nas ruas do DF. Mesmo sendo ilegais, era uma das opções mais viáveis de quem precisava chegar a seus compromissos. Na Rodoviária do Plano Piloto, por exemplo, a situação estava escancarada. Carros, vans e ônibus pegavam passageiros com facilidade e trafegavam com superlotação.
O preço das passagens levantado pela equipe do Jornal de Brasília não estava acima da tarifa cobrada pelos ônibus convencionais, ou seja, ficaram na casa dos R$ 3. No entanto, há relatos de usuários que chegaram a pagar até R$ 15 para não levar bronca do patrão.
O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) afirmou que, mesmo os veículos piratas sendo uma das poucas opções para os usuários, a fiscalização do órgão está em ação e multando as irregularidades. Admite, porém, que não é possível atender a toda a demanda. Com isso, as filas de veículos do transporte irregular se formavam em vários pontos da cidade.
Mesmo sabendo do perigo de pegar um transporte não oficial, muita gente preferiu se arriscar a perder um dia de trabalho. Até aqueles que tinham a opção de usar micro-ônibus enfrentavam dificuldade para embarcar e também se tornavam usuários em potencial dos ilegais. “A gente tem que se virar, pois ninguém pode faltar ao trabalho, mas a situação está bem difícil”, disse o pedreiro Lúcio Oliveira.