Durante a tarde desta quinta-feira (27), policias federais surpreenderam o segurança clandestino acusado de agredir o idoso Azael Gonçalves em um supermercado de Taguatinga na última terça-feira (25). em depoimento à polícia, o gerente do estabelecimento havia negado que o homem fazia parte do quadro de funcionários do estabelecimento.
O autor da agressão, um policial militar que fazia bicos como vigilante no supermercado estava trabalhando normalmente no momento da abordagem. Policiais Federais surpreenderam o homem que foi detido e poderá responder por exercício ilegal da profissão. O gerente do estabelecimento também poderá responder por falso testemunho, já que ele teria alegado que o homem não era funcionário do mercado.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal, a empresa que contrata um profissional sem qualificação pode ser responsabilizada por danos causados pela má atuação destes vigilantes. Para atuar como segurança privado, é necessário que a pessoa realize um curso de formação e ter um cadastro da profissão. Ao todo, existem 63 empresas que prestam este tipo de serviço do DF e entorno.
Entenda o caso
Na terça-feira (25) um funcionário público foi algemado e agredido ao reclamar de uma promoção em um supermercado de Taguatinga. Um encarte anunciava o preço de um produto mas na hora do pagamento o valor não era o mesmo. Ao reclamar, Azael Gonçalves foi agredido pelo segurança particular do estabelecimento. O cliente chegou a levar choques de um segurança.
As fotos tiradas por testemunhas mostram o nariz machucado e a marca da algema num dos braços de Azael. Com esse caso, chega a 30 o número de queixas contra a ação de vigilantes privados em bares, restaurantes e boates de Taguatinga em menos de quatro meses. Devido as constantes ocorrências envolvendo abuso de seguranças privados fizeram a Polícia Civil lançar uma campanha para qualificar e cadastrar os profissionais que trabalham em Taguatinga Sul.