Francisco Dutra
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Oexcesso de carros nas vias do Distrito Federal não causa incômodos apenas no trânsito. Pesquisas alertam para o avanço do problema da poluição sonora produzida pelos veículos em diferentes regiões administrativas. Entre os mapeamentos, um estudo da Universidade Católica de Brasília (UCB) faz projeções para altos níveis de ruído de transportes motorizados no Setor Noroeste, ainda em construção.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em áreas residenciais, o som não pode exceder os limites de 50 decibéis (dB(A)) durante o dia e de 45 db(A) à noite. Conforme pesquisas, a partir de 55 dB(A), a população fica sujeita a estresse e desconforto. Acima de 65 dB(A), o barulho causa desgaste no organismo, aumento de risco de infarto, derrame cerebral, infecções, hipertensão arterial e outras doenças. Ainda de acordo com a OMS, a poluição sonora é a segunda maior forma de poluição do mundo. A do barulho só perde para a questão do ar poluído.
“O problema da poluição sonora causada pelos carros não é só do DF. É mundial. Na Alemanha, eles começaram a medir o barulho gerado pelos pneus no asfalto”, disse subsecretário de Saúde Ambiental, Luis Maranhão. Levantamentos do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF – Brasília Ambiental (Ibram) apontam para poluição sonora decorrente de veículos no Sudoeste, principalmente à noite. Além do barulho da construção civil, os ruídos automotivos tiram o sossego em Águas Claras.
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