Carlos Carone
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Falta total de manutenção e completa incapacidade para navegar. Desta forma peritos no Instituto de Criminalística (IC) caracterizaram, por meio de laudo técnico, o estado do barco Imagination, que naufragou com 122 pessoas à bordo, em 22 de maio último. Nove pessoas morreram no maior acidente náutico da história do Distrito Federal.
Nas 186 páginas do laudo, deficiências graves em pontos vitais da embarcação foram identificadas e citadas pelos especialistas da Seção de Engenharia Legal e de Meio Ambiente do IC.
A mais grave diz respeito aos furos e à quantidade de água que entrava de forma sistemática no casco do navio. A maioria dos furos era coberta por uma espécie de resina.
Segundo o perito chefe da seção, Jabes de Lima Ricardo, a água que entrava nos cascos superava o limite suportado pelo barco. “Identificamos que os donos da embarcação sabiam da precariedade já que eles procuravam resolver o problema de forma ineficaz. Tudo isso contribuiu para que o navio afundasse”, explicou o perito.
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