Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br
Cada vez mais novos, crianças e adolescentes deixam suas casas para ficarem mais perto do crack. E a escolha independe de classe social. Mesmo os que têm maior poder aquisitivo deixam tudo para trás e passam a viver principalmente na área central de Brasília, onde o acesso à droga é mais fácil. Tornam-se pequenos traficantes para sustentar o vício, seja na Rodoviária do Plano Piloto, no estacionamento do Conic ou no Setor Comercial Sul. Esse é o perfil do dependente traçado pela Secretaria do Estado de Juventude do Distrito Federal.
As características, segundo o secretário Fernando Neto, são frutos de estudos de observatórios como o da Juventude, informações de autoridades que lidam com crianças e adolescentes e da própria experiência com esse público, antes mesmo de estar à frente da secretaria.
Para o secretário, o baixo valor do crack facilita a disseminação da droga, que virou uma epidemia em todo o País. “Nas classes C e D, o crack é uma droga de acesso. Por ser mais barata, é mais fácil comprá-la. Entre a classe A, é droga de fim de festa, de fim de noite”, relata.
Self service
Em algumas festas, há uma espécie de self service. O convidado escolhe a que preferir, entre cocaína, heroína, crack, maconha, LSD, entre outras. Por ser mais barato, o crack acaba sendo deixado para depois que as outras, mais caras, já acabaram, de acordo com o secretário. “Dependendo de como usa, nem dá para perceber. É possível disfarçar em um cachimbo bonito, por exemplo”, comenta.
Leia mais na edição desta quarta-feira (23) do Jornal de Brasília