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Brasília

Patrimônio em risco

Arquivo Geral

22/09/2013 9h01

Os moradores do Park Way estão insatisfeitos, principalmente com a segurança pública. O principal problema da região, para a maioria, é  o número crescente de roubos a residência. A indignação é tanta que foi convocada uma reunião entre os moradores para discutir a situação e propor soluções. A preocupação aumentou quando a população recebeu a informação de que apenas uma viatura da Polícia Militar é responsável pelo patrulhamento da área.

 

Pauta

 

Cerca de cem pessoas tiraram a manhã de sábado  para discutir os problemas do Park Way. Na pauta de reclamações estão também o trânsito, que piorou após as obras do Expresso DF, e as ocupações irregulares.

 

No entanto, a violência, de acordo com o médico Rodrigo (nome fictício), é a maior preocupação neste momento. Ele  teve a casa roubada e um prejuízo de R$ 30 mil. Quando estava em viagem, dois homens  entraram na residência, após cortar a cerca e dar sonífero aos dois cães de guarda. “Eles levaram de tudo, duas TV’s de LED, joias, relógios. Invadiram o único quarto trancado, onde estavam os objetos de valor”, contou. “Das oito casas do meu condomínio, três foram assaltadas recentemente. Não vemos a polícia circulando aqui e o nosso IPTU é muito alto para termos tanta insegurança”, desabafou.

 

Já da casa do servidor público George Souza foram levados por volta de R$ 20 mil, em eletrônicos, bebidas e joias. Tudo isso  17 dias depois da mudança da família para o Park Way. “Só quem passa por isso sabe. A gente vive fragilizada”, disse.

 

A investigação deixou George decepcionado, já que apenas dois dias depois da denúncia a perícia da Polícia Civil foi realizada. Com isso, a família não pôde dormir em casa e foi obrigada a manter a bagunça deixada pelos bandidos durante o tempo de espera.

 

Vítimas têm dificuldade para superar

 

A administradora Tércia Almeida também já foi vítima de criminosos. Enquanto ela, o marido e os dois filhos dormiam, bandidos invadiram a casa e roubaram diversos objetos. A perda financeira ficou em segundo plano, já que foram levadas apenas roupas e uma torneira, mas o pânico de ter a residência invadida é mais difícil de superar. 

 

Assim como está difícil de superar as dificuldades no trânsito. De acordo com o presidente da Associação Comunitária dos Proprietários de Lote do Park Way, Ricardo Valle, a comunidade não foi consultada pelo GDF sobre as modificações. Os engarrafamentos são longos e o desrespeito aos motoristas é grande. “Precisamos de mais fiscalização do DER e do Detran, para coibir condutas irregulares, que podem causar acidentes”, defendeu.

 
Comparativo
 
Sobre o baixo efetivo da PM,  o presidente da Associação Comunitária dos Proprietários de Lotes do Park Way, Ricardo Valle, faz uma comparação com Águas Claras, que contaria com um efetivo de mais de 300 homens e frota de 43 viaturas. “Nós temos quase o dobro de área e não contamos com policiamento adequado ao nosso tamanho”, criticou. Em  2012, a população urbana do Park Way foi estimada em 21.162 habitantes que moram em casas instaladas, muitas delas, em pequenos condomínios. A região é considerada de alto poder aquisitivo. De acordo com a Pesquisa de Amostra de Domicílios (PDAD), divulgada em 2012, a renda média mensal dos moradores é superior a R$ 13 mil. 

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