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Brasília

Parque Recreativo do Gama não atrai mais público

Arquivo Geral

16/04/2011 10h18

Uma paisagem exuberante, acervo rico de espécies típicas do Cerrado e pequenas quedas de cachoeira. Foram essas as características que fizeram do Parque Recreativo do Gama, conhecido como Parque da Prainha, um dos principais pontos de lazer da região por mais de quatro décadas. Mas, este tempo já passou e, atualmente, o local está abandonado e não recebe mais o público.

 

Pouco depois de surgir no cenário nacional, o Distrito Federal ganhou seu primeiro parque ecológico, criado em 1961, no Gama. A entrada era gratuita e os frequentadores tinham à disposição 744 hectares de área verde, tanques de água corrente, um córrego cristalino e muitos pontos de Cerrado intocado. Durante mais de 40 anos, os moradores do Gama e de todas as cidades próximas passaram por lá em busca de diversão e descanso.

 

O contador Damião Rocha conta que desfrutou dos bons tempos do parque. “Há uns 20 anos, os amigos se reuniam e iam para o parque. Íamos nos divertir. Hoje, em nada me lembra aquela época”, diz.

 

Apesar da beleza, em 2002, o parque começou a cair no esquecimento. Hoje, os únicos visitantes são os estudantes, que ainda vão ao local analisar algumas espécies do Cerrado. A Prainha é hoje o resquício de um cenário paradisíaco, arruinado pela poluição, falta de segurança e descaso com a natureza. Entretanto, a destruição pode dar lugar, novamente, às belezas.

 

revitalização


Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), órgão que administra o parque, há um plano de revitalização do parque, que deve sair logo do papel. Após a conclusão do plano, o espaço deverá ser transformado em parque distrital, regido pelas mesmas regras dos parques nacionais, que permitem apenas pesquisas, caminhadas em trilha e visitações guiadas.

 

O administrador regional do Gama, Adauto de Almeida, assegura que o Governo do Distrito Federal (GDF) está empenhado em revitalizar o parque. “Poucos locais no Brasil têm um parque tão belo e com tanto potencial turístico quanto este. Sabemos da importância desse parque para a população e estamos empenhados em promover essa revitalização. Mas, é importante revitalizar com responsabilidade”.

 

Antes de entrar no processo de declínio, o parque  chegou a funcionar como clube. Tinha restaurante, lanchonete, piscinas, e até um espaço para a realização de exames médicos. Em meados de 2002, um empresário que passou a explorar o local melhorou toda a estrutura. Contudo, uma varredura nos contratos, feita pela Secretaria de Administração de Parques e Unidades de Conservação do DF (Comparques), então responsável pelo local, considerou o contrato ilegal. Ao perder a concessão, o empresário retirou boa parte das melhorias que implementou. A administração do parque voltou para as mãos do governo e nenhuma reforma foi feita.

 

Além do abandono, a falta de segurança também é um problema que atinge o parque. Apesar da presença de alguns seguranças, o número não é suficiente para proteger toda a área.

 

Quem cruza a guarita, completamente depredada e pichada, tem de enfrentar uma estrada de terra, em meio ao mato alto que cerca a reserva. Sem proteção, é afetado pela criminalidade dos bairros próximos e se torna um local propício para esconderijo de criminosos.

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