Os usuários de água subterrânea das regiões administrativas Lago Norte, Lago Sul e setor de mansões Park Way conhecerão nesta quinta-feira (9) a resolução da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) que estabelece a disponibilidade do uso das águas subterrâneas por meio de captação via poços tubulares e cisternas. A apresentação acontecerá durante audiência pública, a partir das 9 horas, no auditório do BRB (410/411 Sul).
A partir de janeiro, todos os moradores que captarem água subterrânea deverão obedecer às normas da Adasa, que prevê as quantidades possíveis de serem captadas. Só poderão fazer a captação aqueles que possuem outorga (direito de exploração). Com a medida, a agência pretende evitar que o uso dos recursos hídricos subterrâneos seja superior ao disponível nos aquíferos do Distrito Federal.
As resoluções que serão apresentadas nas audiências públicas ficaram à disposição dos interessados na internet durante mais de 15 dias. As normas foram estabelecidas com base em estudos feitos pela Universidade de Brasília (UnB), com financiamento do Banco Mundial. Com base no estudo, a Adasa estabeleceu a quantidade que pode ser explorada para cada domínio (poroso, até 30 metros de profundidade, por meio de cisternas, e fraturado, até 200 metros via poço tubular).
O Lago Norte, com uma área de 17,4 quilômetros quadrados e 5,8 mil lotes, tem uma reserva passível de exploração de 7,9 milhões de litros/dia. O Lago Sul, com 66,1 quilômetros quadrados, cerca de 8,6 mil lotes, apresenta uma disponibilidade hídrica explotável de 84 milhões de litros/dia. Já o Park Way, com 66,8 quilômetros quadrados e 13,5 mil lotes, dispõe de reserva hídrica subterrânea explorável de 49 milhões de litros/dia.