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Brasília

Parentes se revezarão para acompanhar Rafael, e aguardam decisão sobre clínica terapêutica

Arquivo Geral

12/05/2012 7h06

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Apesar da tentativa de internação na noite de quinta-feira, só ontem o menino Rafael (nome fictício) finalmente iniciou a desintoxicação. Representantes da Secretaria de Justiça tiveram que passar a tarde no local para que o garoto não recebesse alta antes mesmo desta primeira etapa, isso porque a  mãe não poderia acompanhá-lo. Parentes estão mobilizados para fazer companhia a ele a partir de agora.

O menino de 11 anos é viciado em crack desde os oito. Apesar do empenho da Sejus para conseguir o atendimento na rede pública, a chegada ao hospital não foi imediata e dependeu da presença do subsecretário de Políticas Sobre Drogas, Mário Gil, para que Rafael fosse acolhido. A dificuldade existiu porque a mãe teria de ir para casa cuidar do filho mais novo, e ficaria sem acompanhante. 
Outro obstáculo é que o menino foi instalado em um box simples, segundo informações do Conselho Tutelar Brasília Norte, que cuida do caso desde 2010. O Hospital Regional da Asa Sul (Hras) também teria relutado em internar no menino pela falta de um psiquiatra que acompanhasse a internação, conforme informa a assessoria da Sejus.

Segundo o subsecretário Mário Gil, ontem à tarde ele mesmo se envolveu no caso para assegurar o tratamento. “Conseguimos em diálogo com a diretora do hospital, Roselle Bugarin, que uma psiquiatra pudesse garantir este atendimento inicial com ele. Até porque disso depende a possibilidade da internação com autorização judicial”, afirmou Mário Gil.

 

 De acordo com o tio do menino, Douglas Aurélio, de 26 anos, a família deve fazer a partir de agora um revezamento para ficar com Rafael no hospital enquanto ele se tratar, mas o garoto pede especialmente pela presença da mãe. “Ele se criou com a mãe e quando houve a separação ele sentiu muito. Ainda hoje ele pede pela mãe, inclusive lá no hospital. Mas todos vamos nos revezar para acompanhar”, disse Douglas, que desde o nascimento do garoto o trata como um filho.

  “Rafael é um menino extremamente inteligente e amoroso, mas precisa realmente da internação em uma clínica. Eu busquei ele todas as vezes nas ruas, no Setor Comercial Sul, onde ele ficava. Sempre que fugiu de casa eu fui para lá. Como tio, nunca desisti dele. Estou apreensivo, mas esperando um milagre”, acrescenta o jovem.

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