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Brasília

Parece ficção, mas não é

Arquivo Geral

27/08/2013 8h00

As câmeras escondidas podem estar em vários lugares e nos mais diferentes formatos. Um relógio pode ser transformado em um equipamento para espionagem no melhor estilo James Bond. Na ficção, eles também já foram mostrados em formas de canetas e de óculos de sol. Mas engana-se quem pensa que estes subterfúgios estão à disposição somente de detetives profissionais. Atualmente, o  interessado pode fazer sua própria investigação. Todos esses equipamentos são facilmente encontrados, inclusive  em Brasília.

 

Uma câmera espiã indetectável a olho nu pode estar embutida em qualquer objeto. “Todos possuem microfone embutido e uma bateria interna recarregável. Os objetos são totalmente funcionais, facilitando ainda mais a espionagem”, conta o vendedor de uma banca da Feira dos Importados. 

 

Rastreador


Seja para sanar uma curiosidade pessoal ou para comprovar fatos, a venda dos produtos está em alta. “Vêm clientes que desejam descobrir uma traição, comportamentos de funcionários e também políticos, além dos próprios detetives profissionais”, relata um comerciante que está há cinco anos no ramo.

 

Um aplicativo para Android nessa linha fez bastante sucesso, mas acabou sendo retirado do mercado. Ele prometia rastrear a vida de alguém fornecendo informações como a localização de um usuário Android, cópias de SMS enviados e recebidos e até mesmo transformando o celular em uma escuta.

 

O detetive particular Ribeiro, como é conhecido, atua na área há mais de 20 anos e conta que 70% dos casos que recebe para solucionar tratam-se de infidelidade. Mas diz que chegam pedidos variados, como “mães desconfiadas de filhos usuários de drogas”. 

 

Custo

 

A diária de serviço deste profissional varia entre R$ 400 e R$ 600. Já um pacote da investigação pode ultrapassar os R$ 2 mil. 

 

Ribeiro diz que os equipamentos de última geração para espionagem são essenciais para obter um bom resultado. 

 

Equipamentos

 

Controle:  Sua câmera é altamente discreta e funcional. Ninguém   poderia imaginar que um chaveiro simples como este é dotado de uma poderosa filmadora que faz gravações coloridas e com áudio. Preço: R$ 150.

 

Botão:   Pode ser colocado na camisa, tem boa qualidade de imagem. Preço: R$ 170.

 

Caneta:  Ideal para fazer gravações discretas, uma vez que passa despercebida. A caneta, inclusive, tem tinta. Vem com cartão de memória de 8 GB. Pode ser usada nas mais variadas ocasiões. Preço: R$ 180.

 

Óculos de Sol:   Indicado tanto para homens quanto para mulheres, este equipamento chama menos atenção em áreas de lazer. Preço: R$ 400.

 

Relógio despertador:  Alguns modelos são capazes de iniciar a gravação quando detectam o movimento automaticamente. Gravação em boa qualidade. Neste objeto, no número 12 está instalada a microcâmera. Preço: R$ 350.

 

Gravações legais ou criminosas?

 

Frederico Viegas, advogado e professor direito civil na Universidade de Brasília (UnB), diz que o material obtido pelos equipamentos de espionagem pode ser usado como prova desde que  a gravação envolva o interessado, como em uma conversa.

 

“É prova ilícita quando eu gravo terceiros. Se cair em quebra de sigilo telefônico, fiscal ou uso indevido da imagem, é  como crime. Já em casos de traição, não é  necessariamente crime, como  só para descoberta pessoal. Assim, o uso do material também se torna pessoal. Isso não infringe a lei”, avalia.

 

Curiosidade

 

A espionagem sempre está presente nas novelas. Em Flor do Caribe (TV Globo), o Alberto (Igor Rickli) colocou uma câmera nos óculos de Esther (Grazi Massafera) para flagrá-la com  Cassiano (Henri Castelli).

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