Carlos Carone
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Computadores portáteis que deveriam ser utilizados por professores da rede pública de ensino para inclusão digital estão sendo revendidos pelos próprios docentes. Os notebooks chegam a ser vendidos por apenas R$ 500, menos da metade do valor das máquinas, que saíram por R$ 1.680. Os valores constam em um acordo celebrado pelo Governo do Distrito Federal. O convênio foi assinado ainda na gestão do ex-governador José Roberto Arruda.
De acordo com o projeto conduzido pela Secretaria de Educação – que contou com financiamento do Banco de Brasília (BRB) –, o GDF arcaria com a metade do valor de cada máquina comprada pelos docentes. A outra metade seria paga por cada professor que aderisse ao projeto de inclusão digital. Foi acordado que cada computador seria parcelado em 24 prestações de R$ 70.
Para efetivar a transação, o BRB depositaria a metade do valor, R$ 35, na conta corrente dos professores, quanto a outra metade seria descontada nos contracheques dos servidores. No entanto, o GDF teria depositado apenas as cinco primeiras parcelas dos pagamentos. O valor de R$ 70 teria, então, ficado a cargo apenas dos professores que resolveram comprar os computadores por meio do convênio.
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