Rener Lopes
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As paradas de ônibus estão cheias na manhã desta quinta-feira (05), uma vez que os rodoviários realizam uma paralisação relâmpago de 24 horas.
O protesto se deve pelo não pagamento de um reajuste de 7,88% aos trabalhadores. Segundo o sindicato a categoria, o índice havia sido acertado em convenção coletiva e deveria começar a ser pago nos salários de maio.
Muitos passageiros acabam utilizando o transporte pirata para chegar aos seus locais de trabalho. O Metrô também disponibilizou trens extras e abriu as portas por volta das 5h30. Com isso, as estações ficaram lotadas e o tempo de espera chega a dez minutos.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, os rodoviários podem parar as atividades de forma definitiva na próxima segunda-feira (09).
O reflexo da falta dos ônibus aconteceu no trânsito. Grande parte das vias em todo o Distrito Federal ficou com o tráfego complicado, com engarrafamentos chegando a quase dez quilômetros de extensão, caso da EPNB.
Várias pessoas que necessitam do transporte público diariamente para chegar ao trabalho foram lesadas com a paralisação em diversos pontos do Distrito Federal. No centro de Taguatinga, por exemplo, um amontoado de pessoas ocupou as paradas de ônibus. Para o técnico de informática, Pedro Henrique, de 26 anos, que toda manhã pega um ônibus na cidade para ir ao trabalho no Plano Piloto, essa paralisação é um desrespeito à população. “A gente fica a mercê do transporte público e acabamos sendo prejudicados com essa falta de respeito”, diz.