Kelly Crosara
kelly.ikuma@jornaldebrasilia.com.br
A situação das paradas de ônibus
de Brasília está vergonhosa. Assentos quebrados, coberturas arrancadas e placas pichadas são apenas alguns dos inúmeros problemas que os usuários enfrentam diariamente. No Eixo Monumental, na altura da Paróquia Rainha da Paz, as paradas de ônibus dos dois lados da via amanheceram depredadas, segundo garis que foram acionados para limpar as vidraças. Próxima a elas, haviam tijolos, provavelmente utilizados para quebrar as instalações.
A insatisfação é geral entre a população. O eletricista Joemar de Oliveira, 60 anos, morador da Ceilândia Sul, disse que todas as vezes que tem que utilizar o transporte público, reza para não chover, pois a maioria das paradas de sua cidade está sem cobertura. “Acho um absurdo a população depredar algo que é dela mesma. Já presenciei uma senhora passar mal e não ter onde sentar porque os vândalos tiraram todos os assentos e tudo isso debaixo de chuva”, relata.
O novo design das paradas também foi apontado como o responsável pelas degradações. Essa é a opinião do gari Ailon dos Santos, 48 anos. Ele afirma que onde mora, na Estrutural, as paradas ainda são de alvenaria e estão em bom estado. “Essas paradas de vidro dão oportunidade desses vândalos quebrarem, já os feitos de cimento, o máximo que eles podem fazer é pichar”, diz.
O Distrito Federal possui um total de 3,9 mil paradas de ônibus. Um levantamento para saber a quantidade de espaços depredados está sendo realizado desde o começo do ano pela secretaria, que ainda não sabe informar quantos precisam de reparos. O órgão informa ainda que existe um projeto que prevê a instalação de novas paradas em bairros novos e aqueles que ainda não possuem. A expectativa é que ele saia do papel ainda este ano.
De acordo com a Secretaria de Transporte, a previsão é que até o final do ano comecem as reformas e manutenção desses locais.