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Brasília

Para evitar tragédias

Arquivo Geral

05/11/2013 8h21

Em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), profissionais responsáveis pela liberação de alvarás de funcionamento discutiram os procedimentos para seguir as normas de proteção contra incêndio nos ambientes de trabalho. Participaram da reunião, ontem à tarde, representantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, Agefis e das regiões administrativas do DF. 

 

Com o recente incêndio no Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios, por conta do superaquecimento de um cabo da rede elétrica, ficou clara a necessidade de maior fiscalização para garantir segurança aos servidores públicos. Como já foi esclarecido pelo Jornal de Brasília no mês passado, segundo a Defesa Civil, pelo menos quatro edifícios da Esplanada continuam sem alvarás de funcionamento, escadas de emergência e manutenções para a prevenção de acidentes. E foram verificados problemas em subestações de energia nos subsolos.

 

Os órgãos foram convocados pelo MPT para informarem a respeito de alvarás de funcionamento concebidos em 2012 e 2013 e identificar as fiscalizações ocorridas nos estabelecimentos que atuam com atividades de risco.

 

“Neste primeiro momento tivemos acesso ao panorama das regiões para criarmos abordagens adequadas para cada um desses órgãos. Depois, veremos cada situação individual para evitar situações de tragédia em estabelecimentos com trabalhadores”, explica um dos procuradores responsáveis pela notificação recomendatória, Valdir Pereira da Silva. Tanto a Defesa Civil quanto o Corpo de Bombeiros disseram ter estruturas compatíveis com a demanda da emissão de laudos técnicos que abordam, também, a observância das normas de prevenção a incêndios. 

 

Legislação do trabalho será observada

 

 De acordo com o coronel Luiz Carlos Ribeiro, representante da Defesa Civil, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo órgão é o curto período de tempo para fiscalizar e liberar o laudo para shows no DF. “Tempo este que, inclusive, é inferior àquele previsto na normatização aplicável”, confessa. 

 

Para Adélio Justino Lucas, procurador responsável pela ata de reunião, o diálogo com os responsáveis pela fiscalização e andamento dos alvarás será a única forma de garantir que os locais em funcionamento trabalhem em plenas condições legais. “Esse início no relacionamento de todas as partes trará um efeito multiplicador muito grande nas atuações. Não queremos o desemprego e muito menos aterrorizar os empresários, mas, sim, que a legislação do trabalho seja observada e seguida para um meio ambiente de trabalho ideal”, garantiu.

 

Novos diálogos

 

Ao final da reunião foi sugerida a continuação do processo por meio de novas audiências. A intenção é convidar representantes da Casa Civil do DF e da Coordenadoria das Cidades. Ao final destes encontros, o MPT espera construir juntos aos órgãos competentes mecanismos adequados de acompanhamento e fiscalização do meio ambiente de trabalho em todas as esferas.

 
Atividades de risco
 
 
1  Estabelecimentos industriais de produtos inflamáveis ou corrosivos 
 
2 Postos de combustíveis 
 
3 Postos de venda de gás liquefeito de petróleo 
 
4 Postos de venda e depósitos de fogos de artifício e estabelecimentos de produtos explosivos 
 
5 Boates e similares
 
6 Cinemas, teatros, auditórios e templos, com área construída superior a 200m²
 
7  Feira de exposições itinerantes, casas de jogos e depósitos, com área construída superior a 750m² 
 
8 Hospitais 
 
9 Bares, lanchonetes, restaurantes e padarias, com área construída superior a 750 m² ou que utilizem mais de três botijões de 13kg de GLP 
 
10  Atividades circenses e parques de diversões 
 
11 Explosões, implosões e demolições
 
12 Atividades educacionais 
 
13 Hotéis e motéis 
 
14 Serviços funerários 
 
15 Matadouros e abatedouros de animais
 
16  Comercialização de defensivos agrícolas e pecuários 
 
17 Indústrias poluentes
 
18 Usina de asfalto 
 
19 Curtume 
 
20 Parque aquático em geral
 
 

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