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Brasília

Para a polícia, foi legítima defesa

Arquivo Geral

31/08/2013 6h40

Os três envolvidos no caso do frentista que morreu dentro de um ônibus da Taguatur devem ser indiciados por homicídio culposo – quando não há a intenção de matar.  Por enquanto, a Polícia Civil acredita que a causa do óbito tenha sido asfixia. Porém, é aguardada a conclusão do laudo que atestará o motivo da morte – o prazo estimado é de 30 dias.

 

Para o delegado da 3ª DP (Cruzeiro),  Rodrigo Larizzatti, tudo leva a crer que não houve espancamento nem intenção de matar. “Houve   uma briga dentro do coletivo, só que quem brigou foi a vítima. Do outro lado, houve legítima defesa, mas com um exagero na contenção”, considera.

 

 Everton Mizael de Oliveira dos Santos, 28 anos, teria morrido   após ser contido pelos três passageiros, que são rodoviários. O coletivo saiu de Águas Lindas (GO) com destino à Rodoviária do Plano Piloto.

 

Motivo

Segundo informações de testemunhas, a vítima teria tentado agredir o motorista porque ele se negou a parar o ônibus fora do ponto, para deixá-lo. O fato ocorreu quando o ônibus passava entre a via Estrutural e o Eixo Monumental. No momento da agressão, o ônibus teria saído do controle. 

 

“A vítima teria tentado tomar a direção do ônibus e até puxado o câmbio. Os outros passageiros teriam pedido para ele parar. Então, ele pulou de volta e acertou com um chute o peito de um dos rapazes, que logo depois o contiveram”, relata Larizzatti.

 

Saiba Mais

 

De acordo com o delegado, foram os próprios passageiros que pediram para que uma equipe do Detran chamasse a Polícia Militar. Quando os agentes entraram no ônibus, os rapazes teriam soltado a vítima, que caiu morta.  Eles deixaram a cena do crime, mas logo que foram identificados se apresentaram.

 

O ônibus tem câmera, mas o chip do equipamento não funcionou.

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