Raissa Lomonte
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Sabe aquelas histórias divertidas de viagens com amigos que só vemos em filmes? Pois saiba que elas não estão tão distantes assim. Em Brasília, os membros do Jacaré Motoclube contabilizam algumas histórias engraçadas nos 18 anos de existência do grupo. Com a média de duas viagens por ano, a turma se prepara para mais uma aventura. Dessa vez, o destino é o Canadá. Mas vão de avião, é claro. O embarque vai ser em 10 de junho.
“Esse grupo já fez inúmeras viagens. Nosso último destino foi um rally no Nordeste, mas não foi com moto, usamos um modelo 4×4. Já estivemos em cinco países da Europa. Nesses lugares, alugamos motos”, conta o membro do Jacaré, o coronel da PM João Coelho Vítola.
Ele conta que o objetivo das viagens é passear e andar de moto em novas pistas. “Já fizemos toda a Rota 66, em Chicago, Estados Unidos. Por ano, fazemos uma viagem nacional e uma internacional”, completa o motociclista.
Nos países em que já esteve, Vítola reparou na (grande) diferença das estradas brasileiras. “Na Europa, as pistas são milhares de vezes melhor. Não tem trepidações do solo, ondulações”, compara.
Para o grupo de motociclistas, cada viagem é uma experiência única, que deve ser aproveitada com o máximo de diversão. “Já aconteceram vários fatos engraçados. Nos EUA, estávamos em uma van, passeando. Um colega tinha uma câmera com um cabo, que parecia uma arma. Uma norteamericana chamou a polícia, que chegou algemando todo mundo. Todos nós tivemos que ficar de joelhos, e os que sabiam falar inglês tentavam explicar que não era arma”, recorda Vítola rindo. O detalhe é que algumas das ‘vítimas’ do mal-entendido são autoridades do judiciário brasileiro.
lembranças
Outra boa história para contar aconteceu na europa, diz Vítola. “Em um hotel luxuoso, assistimos a um jogo de futebol. Tinha um alemão vendo a partida. Ele foi imitar o gol, e simplesmente o chinelo dele voou pelo restaurante e foi parar na nossa mesa”, relata.
Todas as viagens dos “Jacarés” são relatadas em blogs. O juiz de direito José Bonifácio fala da importância das viagens para a turma. “É um momento entre amigos. Acho que o mais importante é a confraternização de pessoas que tem em comum o gosto pelas motos”.
O cirurgião plástico Sergio Feijó garante que os passeios de moto são feitos com segurança. “Nunca tivemos um acidente grave. Só viajamos com seguros médicos. O mais importante aqui é a amizade, que cura qualquer mal e depressão”.